Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens

14 de janeiro de 2019

Filme: Polly (1989)

     "O filme se passa em Alabama durante a década de 1950 e é produzido por atores Afrodescendentes (com exceção de Miss Snow (Celeste Holm)). Keshia Pulliam interpreta Polly Whittier, uma órfã que é enviada para viver com sua tia Polly Harrington (Phylicia Rashad), descendente da família fundadora da pequena sulista cidade de Harrington durante a Era da Segregação. O ponto-chave a respeito da cidade é um desfiladeiro que possui uma ponte quebrada que havia sido queimada muitos anos atrás sem ninguém saber como se iniciou, criando uma suspeita por entre os moradores. Polly tem a capacidade de convencer as pessoas a verem o outro lado da história da ponte, mas uma tragédia ocorre quando Polly cai de uma árvore, sofrendo um problema na coluna." - Wikipedia (tradução livre)


     Há pouco tempo, postei a respeito de dois filmes da Pollyanna e a obra original, como vocês podem lembrar. Acontece que, assim que terminei o post, acabei encontrando um terceiro filme, e gostaria de reportá-los a respeito dele.
     Foi uma surpresa quando encontrei este longa. Assim como o filme de 1969, o filme foi produzido pela Disney, com a diferença de selecionar como protagonista uma jovem negra. Achei extremamente inteligente o filme e muito inspirador, o que me faz ficar impressionada com a pouca exibição do mesmo na TV. Polly é um musical, e as músicas são descontraídas, com um ritmo gostoso, nada infantil.
     Os atores do longa são extremamente bons: a jovem Keshia Pulliam (Pollyanna) é extraordinária atuando, Celeste Holm (Miss Snow) é muito adorável ao se acostumar com Polly e seu jogo do contente e Phylicia Rashad (Polly Harrington) é impressionante nesta interpretação, nos convencendo bem em suas maldades com a pequena Polly.
Polly em visita à casa de Miss Snow.
     Assim como havia dito no post anterior, a maioria dos filmes não mostra uma das minhas partes favoritas, que é a da Miss Snow. Nesse caso, o filme abrange bem melhor esse trecho da história (com algumas diferenças com relação ao texto original), sendo este um dos fatores que me fazem selecioná-lo como um dos meus favoritos dentre as adaptações de mesmo título. 
     Outro diferencial do filme (que me fizeram me apaixonar ainda mais por ele) é que nele a questão do preconceito - de ambos os lados - é muito bem abordada, e a maneira com que Polly reflete isso é de emocionar qualquer um que, assim como ela, não entende e nem aprova esse tipo de violência, de forma diferente de como seu amigo Jimmy Bean vê. Neste trecho do filme que transcrevi acredito que dê para ter uma ideia do que estou falando:


"[Polly]- Onde estão as pessoas brancas? Eu não vi nenhum deles desde que desci do ônibus. Vi alguns deles quando fui para Detroit. Vi alguns deles quando fui para Atlanta. Mas quando cheguei a Harrington, nenhuma.
Polly, Jimmy Bean e seus amigos dançando na cidade.
-[Jimmy Bean] É claro que não há. Os brancos estão do lado  de neve do riacho.
-[Polly] Mas não há neve por aqui...
-[Jimmy Bean] Não é neve de clima, é a Sra. Neve (Miss Snow). Ela cuida das coisas do outro lado do riacho, assim como sua tia cuida das coisas deste lado.
-[Polly] Com "Sra. Neve", você quer dizer...
-[Jimmy Bean] Que ela é branca! (...)
-[Polly] As pessoas não são como chicletes Jimmy Bean! Você não pode dizer como elas são por dentro pela cor delas do lado de fora. Você precisa morar numa bolha pra pensar desse jeito!"


     Durante todo o filme é possível se tirar lições, principalmente ao final que, como em todos os demais filmes e no livro, me comprovam e me fazem lembrar que apenas com um grande choque os seres humanos aprendem a mudar.
     Espero que vocês assistam ao filme e apareçam aqui no blog para deixar seu comentário a respeito dele. Aposto que irá adorar tanto quanto os outros (mas, caso tenha de escolher, assista a este em lugar dos demais, com certeza aprenderá muito!).


"Harrington: The Glad Town (A Cidade Feliz)"


-Ana L.


Gênero: Família - Musical
Direção: Debbie Allen
Ano de Produção: 1989
País de Origem: EUA
Data de Lançamento: 12 de Novembro de 1989
Distribuidora: NBC
Duração: 100 min
Faixa Etária: Não encontrado (acredito que livre ou 10 anos)
Mais Informações: FilmOw
Trailer: Não encontrado

OBS.: Polly commin' home é o segundo filme, mas muito difícil de ser encontrado na internet.

OBS 2.: Você pode ver este filme tanto no original (em inglês) quanto dublado no YouTube.

17 de janeiro de 2016

Um Grito de Socorro

Capa Oficial do Filme
     "Jochem (Stefan Collier) é um adolescente atormentado diariamente na escola por ser gordinho. Enquanto um grupo de colegas pratica bullying, outros, como Vera (Dorus Witte) e David (Robin Boissevain), tentam ajudá-lo, mas têm medo de enfrentar os valentões e sofrer represálias. Quando Jochem vai a uma festa com os colegas, é forçado a beber e não aparece no dia seguinte no colégio. David se sente culpado por não ter ajudado o menino e resolve, junto com Vera, procurar o amigo, mas pode ser tarde demais para prestar auxílio e pedir desculpas."

     Não conhecia este filme até ver a propaganda na Globo. No início, já achei fantástico quando vi que não era uma produção nem brasileira, nem estadunidense como geralmente é. Fiquei ainda mais interessada no filme quando descobri que o tema era o bullying, um assunto recente de nome - não de atitude - e ainda de pouca preocupação à sociedade, o que é um grande erro. O filme é baseado no livro "Spijt!", de Carry Slee.
     Assisti ao filme na emissora mesmo (espero que não tenham cortado algumas partes, como geralmente fazem, mas acredito que dessa vez não - ou nem tanto) e acho extremamente importante que todos assistam. O drama recebeu 13 prêmios em festivais por todo mundo e com grande merecimento.
Capa do Livro
     No filme, Jochem sofre com o preconceito dos adolescentes de sua idade e até de professores, sendo muitas vezes agredido verbalmente, fisicamente e até moralmente. Grande parte da escola o isola, fingindo não ver o que fazem com o garoto, enquanto que 2 personagens começam a tentar ajudá-lo, receosos, ainda, do perigo se voltar para eles. No meio do filme, há uma festa, onde Jochem pede ajuda a David (uma das personagens que se aproximam dele) e este não o ajuda, influenciado por outras preocupações. Os problemas maiores se iniciam com o fim da festa, quando, no dia seguinte, Jochem não aparece na escola e nem volta para casa.
     A maneira como o filme trata aqueles que fazem parte do bullying é intrigante e nos faz olhar a nós mesmo, já que podemos ter sido (ou ser) tanto os agentes, os passivos ou os observadores, que nada fazem para impedir que o que está errado pare de ocorrer, muitas vezes por medo das agressões se voltarem para nós. A personagem que mais me irritou - mais até que os próprios adolescentes que praticavam o bullying diretamente com o jovem - fora o professor, que muitas vezes apoiava os meninos a xingarem Jochem, o que parece um absurdo mas muitas vezes pode acontecer.
     O filme tenta retratar com o máximo de fidelidade a realidade de muitos jovens nas escolas, denunciando um problema que ainda precisa ser muito abordado para que desapareça de vez, como se fosse uma doença (o que não deixa de ser, já que atinge muitas pessoas gerando sintomas diferentes, sendo o único remédio enxergar as injustiças que acontecem).
     Acredito que este seja um filme extremamente importante, e que deve estrar em contato com o máximo de pessoas possível, por ser algo muito presente no cotidiano de muitas escolas do mundo (incluindo o Brasil).

-Ana L.

Obs.: *ALERTA SPOILER* Muitas das pessoas que criticaram o filme apontaram o fim do mesmo como o problema. No entanto, na minha opinião, isso é incoerente. A partir do momento que o ser humano se sente responsável por algo ruim ter acontecido, o arrependimento bate e dura muito tempo, sendo muitas vezes necessário tomar qualquer atitude, por mais simples que seja, para nos fazer sentir melhor. Apesar de ter sido uma cena simples, para aquelas pessoas que estiveram presentes durante toda a vida de Jochem, era o mínimo que podiam fazer para lhes pedir "desculpas" por não terem feito o suficiente para o ajudar.


Gênero: Drama / Família
Direção: Dave Schram
Ano de Produção: 2013
País de Origem: Holanda
Data de Lançamento: 20 de junho de 2013 (estreia mundial)
Distribuidora: Dutch Filmworks
Duração: 95min
Faixa Etária: 12 anos
Mais Informações: Filmow / Site Oficial
Trailer: Site Oficial

14 de novembro de 2011

A Invenção de Hugo Cabret (Livro e Filme)


Gênero: Drama - Mistério - Aventura - Família
Autor: Brian Selznick
Páginas: 534
Ano de Publicação: 2007
Editora: SM
ISBN-13: 9788576752035

     "Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo toma conta dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento da máquinas."

     A Invenção de Hugo Cabret é um livro muito interessante escrito por Brian Selznick em 2007. Seu título original é "The Invention of Hugo Cabret"; uma literatura infanto-juvenil. Pode ser encontrado em qualquer livraria, principalmente na livraria Saraiva e na Livraria da Vila.
     O interessante desse livro é que há muitas imagens, e tem como objetivo testar a sua imaginação com sequências delas.
     A história é sobre um menino chamado Hugo Cabret, este perde a mãe logo cedo, e teu pai, que trabalhava em um museu, morre também, tempos depois. O menino passa a morar com o tio, que em pouco tempo, morre também. Você deve estar achando que o menino passa a ser depressivo, e se mata no final, certo? Errado! Com a morte do tio, que trabalhava em uma estação ferroviária arrumando centenas de relógios, p menino passa a fazer o seu trabalho, fingindo que ele não estava morto (poucos sabiam da morte dele). O menino morava em um cantinho, que se encontrava extremamente abandonado. Ele passava o dia, após verificar todos os relógios, roubando itens de uma lojinha perto da entrada de seu "esconderijo/moradia". Por que diabos ele fazia isso? Bem, seu pai, quando ainda vivo, encontrou no seu trabalho, um autômato quebrado, mostrou-o ao seu filho, Cabret, que lhe pediu para arrumar, e fazendo isso morreu, em um incêndio no próprio museu. Hugo continua tentando arrumá-lo com as peças da loja, que era de um homem muito mal.
     Assim começa a história, com muitas aventuras e personagens curiosos. E acredite, você com certeza vai se apaixonar por Hugo e pela sua história. Boa leitura e diversão!


  • FILME HUGO

     "Paris, anos 30. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ao fugir do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma jovem com quem faz amizade. Logo Hugo descobre que ela tem uma chave com o fecho em forma de coração, exatamente do mesmo tamanho da fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico."

     O filme baseado no livro descrito acima recebeu o nome de Hugo na versão inglesa (nem eu nem a mídia compreendemos porque o diretor optou por alterar o nome do filme e distanciá-lo do livro original) enquanto que no Brasil a decisão foi de manter o nome do livro para o filme. Sendo o livro tão brilhante com relação ao incentivo à imaginação, achei, desde o início, que o filme não chamaria tanta atenção quanto o livro chama conforme se lê. No entanto, estava errada.
     O diretor do longa, Martin Scorsese, foi brilhante na utilização das mais variadas técnicas de filmagem, na seleção dos atores e na seleção de cenas. O filme ficou extremamente semelhante ao livro, e o que o deixou mais INCRÍVEL foi a aparição de muitos dos filmes do brilhante Georges Méliès, um dos primeiros produtores e atores de todos os tempos e o primeiro a iniciar a produção de filmes de fantasia, sem tanta realidade neles, se tornando muito famoso até o estouro da 1ª Guerra Mundial. O filme e o livro me deixaram apaixonadas por esse grande artista dos cinemas.
     No filme, vários artistas reconhecidos fizeram parte, dentre eles Johnny Depp como produtor, e Salvador Dali, em uma breve aparição, (além de, é claro, Asa Butterfield e Chloe Moretz, que já fizeram muitos filmes de sucesso nas telonas, como Ender's Game e Deixe-me Entrar, respectivamente - meus filmes favoritos de cada um). Curiosidades fantásticas, não?!

Gênero: Aventura - Drama - Família
Direção: Martin Scorsese
Ano de Produção: 2011
País de Origem: EUA
Data de Lançamento: 17 de fevereiro de 2012, no Brasil
Distribuidora: Paramount Pictures
Duração: 2h08min
Faixa Etária: 10 anos
Mais Informações: AdoroCinema



Esquerda para a direita: Chloe Moretz (Isabelle) e Asa Butterfield (Hugo Cabret).
Hugo acha última parte do autômato.


Hugo e Isabelle observam os movimentos do autômato.




Aninha LUh!