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14 de janeiro de 2019

Filme: Polly (1989)

     "O filme se passa em Alabama durante a década de 1950 e é produzido por atores Afrodescendentes (com exceção de Miss Snow (Celeste Holm)). Keshia Pulliam interpreta Polly Whittier, uma órfã que é enviada para viver com sua tia Polly Harrington (Phylicia Rashad), descendente da família fundadora da pequena sulista cidade de Harrington durante a Era da Segregação. O ponto-chave a respeito da cidade é um desfiladeiro que possui uma ponte quebrada que havia sido queimada muitos anos atrás sem ninguém saber como se iniciou, criando uma suspeita por entre os moradores. Polly tem a capacidade de convencer as pessoas a verem o outro lado da história da ponte, mas uma tragédia ocorre quando Polly cai de uma árvore, sofrendo um problema na coluna." - Wikipedia (tradução livre)


     Há pouco tempo, postei a respeito de dois filmes da Pollyanna e a obra original, como vocês podem lembrar. Acontece que, assim que terminei o post, acabei encontrando um terceiro filme, e gostaria de reportá-los a respeito dele.
     Foi uma surpresa quando encontrei este longa. Assim como o filme de 1969, o filme foi produzido pela Disney, com a diferença de selecionar como protagonista uma jovem negra. Achei extremamente inteligente o filme e muito inspirador, o que me faz ficar impressionada com a pouca exibição do mesmo na TV. Polly é um musical, e as músicas são descontraídas, com um ritmo gostoso, nada infantil.
     Os atores do longa são extremamente bons: a jovem Keshia Pulliam (Pollyanna) é extraordinária atuando, Celeste Holm (Miss Snow) é muito adorável ao se acostumar com Polly e seu jogo do contente e Phylicia Rashad (Polly Harrington) é impressionante nesta interpretação, nos convencendo bem em suas maldades com a pequena Polly.
Polly em visita à casa de Miss Snow.
     Assim como havia dito no post anterior, a maioria dos filmes não mostra uma das minhas partes favoritas, que é a da Miss Snow. Nesse caso, o filme abrange bem melhor esse trecho da história (com algumas diferenças com relação ao texto original), sendo este um dos fatores que me fazem selecioná-lo como um dos meus favoritos dentre as adaptações de mesmo título. 
     Outro diferencial do filme (que me fizeram me apaixonar ainda mais por ele) é que nele a questão do preconceito - de ambos os lados - é muito bem abordada, e a maneira com que Polly reflete isso é de emocionar qualquer um que, assim como ela, não entende e nem aprova esse tipo de violência, de forma diferente de como seu amigo Jimmy Bean vê. Neste trecho do filme que transcrevi acredito que dê para ter uma ideia do que estou falando:


"[Polly]- Onde estão as pessoas brancas? Eu não vi nenhum deles desde que desci do ônibus. Vi alguns deles quando fui para Detroit. Vi alguns deles quando fui para Atlanta. Mas quando cheguei a Harrington, nenhuma.
Polly, Jimmy Bean e seus amigos dançando na cidade.
-[Jimmy Bean] É claro que não há. Os brancos estão do lado  de neve do riacho.
-[Polly] Mas não há neve por aqui...
-[Jimmy Bean] Não é neve de clima, é a Sra. Neve (Miss Snow). Ela cuida das coisas do outro lado do riacho, assim como sua tia cuida das coisas deste lado.
-[Polly] Com "Sra. Neve", você quer dizer...
-[Jimmy Bean] Que ela é branca! (...)
-[Polly] As pessoas não são como chicletes Jimmy Bean! Você não pode dizer como elas são por dentro pela cor delas do lado de fora. Você precisa morar numa bolha pra pensar desse jeito!"


     Durante todo o filme é possível se tirar lições, principalmente ao final que, como em todos os demais filmes e no livro, me comprovam e me fazem lembrar que apenas com um grande choque os seres humanos aprendem a mudar.
     Espero que vocês assistam ao filme e apareçam aqui no blog para deixar seu comentário a respeito dele. Aposto que irá adorar tanto quanto os outros (mas, caso tenha de escolher, assista a este em lugar dos demais, com certeza aprenderá muito!).


"Harrington: The Glad Town (A Cidade Feliz)"


-Ana L.


Gênero: Família - Musical
Direção: Debbie Allen
Ano de Produção: 1989
País de Origem: EUA
Data de Lançamento: 12 de Novembro de 1989
Distribuidora: NBC
Duração: 100 min
Faixa Etária: Não encontrado (acredito que livre ou 10 anos)
Mais Informações: FilmOw
Trailer: Não encontrado

OBS.: Polly commin' home é o segundo filme, mas muito difícil de ser encontrado na internet.

OBS 2.: Você pode ver este filme tanto no original (em inglês) quanto dublado no YouTube.

26 de fevereiro de 2016

Filme O Quarto de Jack (indicado ao Oscar 2016)

     "Joy (Brie Larson) e seu filho, Jack (Jacob Tremblay), vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade."

     Desde que vi o trailer me interessei por esse filme. A história é baseada em um livro homônimo de Emma Donoghue. Depois de ver o filme, entendi porque foi indicado ao Oscar e muitos outros prêmios.
     A história é pesada, assuntos polêmicos como cárcere privado, estupro e violência à mulher são abordados nesse filme. O esforço de uma mãe para proteger e dar um lar normal e amoroso ao seu filho, mesmo que tudo indique o contrário, é algo que nos deixa boquiabertos.
     Tiveram muitos momentos nesse filme em que quase chorei. Esse filme é emocionante e surpreendente do começo ao fim. Também há alguns comentários ingênuos e fofos de Jack que faz quebrar um pouco esses momentos mais sentimentais.
     Falando nesses comentários posso dizer que fazem toda a diferença no filme e mostra a versatilidade desse pequeno ator. Eles também nos emocionam e nos fazem entender ainda melhor os esforços da mãe para proteger seu filho, alem de firmar as descobertas de Jack.
     Quando tudo muda e Jack e sua mãe conseguem escapar é impressionante ver Jack, que até então pensava que o mundo se restringia ao "Quarto", descobrir a vastidão e as possibilidades que realmente existem no planeta.
     Os atores são MUITO bons. Os papéis, principalmente o de Jack e de sua mãe, exigem uma transmissão de emoções muito intensas. Eu acho que Brie Larson merece o Oscar de melhor atriz. Também achei ridiculamente injusto o fato de Jacob Tremblay, que faz Jack, não ter sido indicado ao Oscar. A maturidade exigida para fazer esse papel era enorme e o menininho provou, de forma espetacular, que a tinha.
     Embora não pareça, pelo gênero do filme, a caracterização dos personagens é incrível. Brie não utilizou nenhuma maquiagem nas cenas. O quarto também é um cenário impressionante que não é tratado apenas como um cômodo por Jack.
     Esse filme é muito bom e emocionante: ele trata de uma maneira singular assuntos muito delicados. Acho que merece faturar pelo menos um Oscar porque é um trabalho incrível. Torço para que ganhem o mais esperado da noite: o de melhor filme. Eu recomendo muito ver esse filme.

-Giu

Trailer: YouTube
Gênero: Drama, Suspense
Direção: Lenny Abrahamson
Ano de produção: 2015
País de origem: Canadá, Irlanda
Data de lançamento: 18 de fevereiro de 2016
Distribuição: Universal Pictures
Duração: ~2h00
Faixa etária: 14 anos
Mais informações: AdoroCinema

23 de janeiro de 2016

Série Orange Is The New Black (original Netflix)


     "A série se desenvolve ao redor da história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que mora em Nova York e é condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas a pedido da sua ex-namorada, Alex Vause (Laura Prepon), que é peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de New York, ficando noiva de Larry Bloom (Jason Biggs). Quando presa, Piper reencontra Alex, elas reanalisam seu relacionamento e lidam com suas companheiras de prisão."
      "Orange Is The New Black" é a série que, juntamente com "House of Cards", fez o Netflix ascender como produtora de séries e filmes, e como serviço. Desde que a série lançou, sempre quis ver, mas nunca dava tempo.
     Nas férias, por impulso, cliquei no primeiro episódio. Olha, a primeira cena é meio awkward, mas fora isso, o primeiro episódio é sensacional. Achei engraçado e interessante. O fim dele me fez querer ver o próximo e quando me dei conta já tava quase acabando a primeira temporada.
     As personagens são incríveis. Todas tem momentos cômicos bem como momentos dramáticos em que a série nos conta o passado delas e que crimes cometeram para estar ali. Isso eu amei; pensava que seria apenas narrado o que as colegas de cela de Piper fizeram, mas não. Eles fazem uso de flashbacks. É como se duas histórias ocorressem no episódio: do passado de uma das detentas junto com o presente de todas. Isso, combinado com a excelente atuação de todas as atrizes, faz a série incrível.
     O enredo por si só também é demais e prende a atenção. A mistura de comédia e drama na série nos fazem rir e chorar. A história é baseada no livro homônimo autobiográfico de Piper Kerman, mas a história da Netflix vai muito além das experiências de Piper, mostrando o cotidiano das presas e de quem as cercam.
     Obviamente, por ser uma penitenciária feminina, há cenas LGBT, contando com uma personagem transsexual Sophia Burset (Laverne Cox, também trans). Também há cenas a la Game of Thrones, mas hoje em dia isso tá ficando tão normal que, né?
     Cada temporada apresenta um diferente desafio para as encarceradas de Litchfield e o fim de cada temporada te deixa louco(a) por mais. A história também tem uma super vibe "Chicago", que é um dos meus filmes preferidos.
     Mas, o que mais me surpreende mesmo nessa série são os atores. Uzo Aduba, que representa Crazy Eyes, é um dos inúmeros destaques do programa, o que a rendeu um Globo de Ouro e um Emmy por melhor atriz convidada em série de comédia.
     Eu recomendo muito essa série. Juro que é uma das minhas favoritas, do tipo de me fazer sofrer profundamente pela demora da próxima temporada, que será liberada dia 17 de junho.  

-Giu

Produtores: Jenji Kohan
Criadores: Jenji Kohan
Gênero: Comédia dramática, Humor Negro, Crime, LGBT
Emissora (EUA/Brasil): Netflix
Temporadas: 3
Status: confirmada para 4ª temporada (17 de junho de 2016)
Tempo por Episódio: ~50min
Ano: 2013-presente
Lançamento: 11 de julho de 2013

21 de janeiro de 2016

Livro O Iluminado por Stephen King

 Gênero: Terror, Terror Psicológico
 Autor: Stephen King
 Ano de publicação: 1977
 Número de páginas: 288
 Editora: Suma de Letras
 ISBN-13: 9788581050485

     "Jack Torrence consegue um emprego de zelador em um velho hotel, e acha que será a solução dos problemas de sua família: não vão mais passar por dificuldades, sua esposa não vai mais sofrer e seu filho, Danny, vai poder ter ar puro para se livrar de estranhas convulsões. Mas as coisas não são tão perfeitas como parecem: existem forças malignas rondando os antigos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança, e, inevitavelmente, um embate entre o bem e o mal terá de ser travado."
     Um tempo atrás escrevi sobre o filme O Iluminado. Confesso que o filme não me estimulou muito a ler o livro; não por ser ruim, mas porque queria conhecer as obras de Stephen King por alguma outra história. Tinha lido a sinopse de muitos livros dele e 'Doutor Sono" foi um dos que mais me interessei, mas descobri que era a continuação de "O Iluminado", então resolvi lê-lo, afinal o filme era bem legal.
     Lendo o livro entendi o porque de Stephen King ser tão conhecido no mundo de livros de terror. O livro tem partes que dão mesmo medo. Mas calma! Não é algo que fará você não dormir a noite. Tá mais pra uma narrativa que não é muito legal de ler no escuro.
     Mas posso dizer que o livro vai muito além do terror.
     Primeiramente acho que esse é um dos livros pioneiros em que uma criança possui poderes sobrenaturais. Danny, no livro, recebe muito mais foco do que no filme e é impressionantemente inteligente, parte por conta da iluminação, mas sério, tiveram momentos que eu fiquei boquiaberta com a sabedoria do menino.
     Também acho legal como o autor explora profundamente o psicológico dos personagens, mostrando porque eles estão agindo de certa maneira e como vieram parar na situação em que se encontram.
     Outra coisa que merece destaque é que mais pro final do livro algumas coisas acontecem simultaneamente e o jeito que são narradas não nos deixa confuso, evidenciando que o timing da narrativa é bem estudado.
     Conforme vamos chegando ao final da narrativa, a história vai ficando cada vez mais tensa, o que me deixou sem fôlego e louca pra saber o que ia acontecer com cada personagem. Essa parte do livro nos faz mergulhar de forma profunda na história, fazendo com que torçamos para uma resolução pacífica do grande conflito.
     Esse livro me fez, com certeza, querer ler mais e mais obras de Stephen King. Além de me encorajar ainda mais a ler "Doutor Sono".
     Eu super recomendo esse livro, principalmente se você está procurando por um livro de terror mais light.

-Giu

17 de janeiro de 2016

Um Grito de Socorro

Capa Oficial do Filme
     "Jochem (Stefan Collier) é um adolescente atormentado diariamente na escola por ser gordinho. Enquanto um grupo de colegas pratica bullying, outros, como Vera (Dorus Witte) e David (Robin Boissevain), tentam ajudá-lo, mas têm medo de enfrentar os valentões e sofrer represálias. Quando Jochem vai a uma festa com os colegas, é forçado a beber e não aparece no dia seguinte no colégio. David se sente culpado por não ter ajudado o menino e resolve, junto com Vera, procurar o amigo, mas pode ser tarde demais para prestar auxílio e pedir desculpas."

     Não conhecia este filme até ver a propaganda na Globo. No início, já achei fantástico quando vi que não era uma produção nem brasileira, nem estadunidense como geralmente é. Fiquei ainda mais interessada no filme quando descobri que o tema era o bullying, um assunto recente de nome - não de atitude - e ainda de pouca preocupação à sociedade, o que é um grande erro. O filme é baseado no livro "Spijt!", de Carry Slee.
     Assisti ao filme na emissora mesmo (espero que não tenham cortado algumas partes, como geralmente fazem, mas acredito que dessa vez não - ou nem tanto) e acho extremamente importante que todos assistam. O drama recebeu 13 prêmios em festivais por todo mundo e com grande merecimento.
Capa do Livro
     No filme, Jochem sofre com o preconceito dos adolescentes de sua idade e até de professores, sendo muitas vezes agredido verbalmente, fisicamente e até moralmente. Grande parte da escola o isola, fingindo não ver o que fazem com o garoto, enquanto que 2 personagens começam a tentar ajudá-lo, receosos, ainda, do perigo se voltar para eles. No meio do filme, há uma festa, onde Jochem pede ajuda a David (uma das personagens que se aproximam dele) e este não o ajuda, influenciado por outras preocupações. Os problemas maiores se iniciam com o fim da festa, quando, no dia seguinte, Jochem não aparece na escola e nem volta para casa.
     A maneira como o filme trata aqueles que fazem parte do bullying é intrigante e nos faz olhar a nós mesmo, já que podemos ter sido (ou ser) tanto os agentes, os passivos ou os observadores, que nada fazem para impedir que o que está errado pare de ocorrer, muitas vezes por medo das agressões se voltarem para nós. A personagem que mais me irritou - mais até que os próprios adolescentes que praticavam o bullying diretamente com o jovem - fora o professor, que muitas vezes apoiava os meninos a xingarem Jochem, o que parece um absurdo mas muitas vezes pode acontecer.
     O filme tenta retratar com o máximo de fidelidade a realidade de muitos jovens nas escolas, denunciando um problema que ainda precisa ser muito abordado para que desapareça de vez, como se fosse uma doença (o que não deixa de ser, já que atinge muitas pessoas gerando sintomas diferentes, sendo o único remédio enxergar as injustiças que acontecem).
     Acredito que este seja um filme extremamente importante, e que deve estrar em contato com o máximo de pessoas possível, por ser algo muito presente no cotidiano de muitas escolas do mundo (incluindo o Brasil).

-Ana L.

Obs.: *ALERTA SPOILER* Muitas das pessoas que criticaram o filme apontaram o fim do mesmo como o problema. No entanto, na minha opinião, isso é incoerente. A partir do momento que o ser humano se sente responsável por algo ruim ter acontecido, o arrependimento bate e dura muito tempo, sendo muitas vezes necessário tomar qualquer atitude, por mais simples que seja, para nos fazer sentir melhor. Apesar de ter sido uma cena simples, para aquelas pessoas que estiveram presentes durante toda a vida de Jochem, era o mínimo que podiam fazer para lhes pedir "desculpas" por não terem feito o suficiente para o ajudar.


Gênero: Drama / Família
Direção: Dave Schram
Ano de Produção: 2013
País de Origem: Holanda
Data de Lançamento: 20 de junho de 2013 (estreia mundial)
Distribuidora: Dutch Filmworks
Duração: 95min
Faixa Etária: 12 anos
Mais Informações: Filmow / Site Oficial
Trailer: Site Oficial

17 de dezembro de 2015

Saga Harry Potter, por J. K. Rowling

Gênero: Literatura Infanto-Juvenil
Autor: Joanne "Kathleen" Rowling (J. K. Rowling)
Páginas: Pedra Filosofal - 263 / Câmara Secreta - 287 / Prisioneiro de Azkaban - 348 / Cálice de Fogo - 583 / Ordem da Fênix - 703 / Enigma do Príncipe - 471 / Relíquias da Morte - 590
Ano de Publicação: 1997 - 2007
Editora: Rocco
ISBN-13: Pedra Filosofal - 978-8532511010 / Câmara Secreta - 978-8532511669 / Prisioneiro de Azkaban - 978-8532512062 / Cálice de Fogo - 978-8532512529 / Ordem da Fênix - 978-8532516220 / Enigma do Príncipe - 978-8532519474 / Relíquias da Morte - 978-8532522610


Livros da Saga Harry Potter
     "Harry Potter é um garoto comum que vive num armário debaixo da escada da casa de seus tios. Sua vida muda quando ele é resgatado por uma coruja e levado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Lá ele descobre tudo sobre a misteriosa morte de seus pais, aprende a jogar quadribol e enfrenta, num duelo, o cruel Voldemort. 
       Com inteligência e criatividade, J. K. Rowling criou um clássico de nossos tempos. Uma obra que reúne fantasia e suspense num universo original atraente para crianças, adolescentes e adultos."

     Embora esta seja a sinopse oficial da coleção, talvez por estar escrito apenas no primeiro livro da série, quando acreditavam que não seria um sucesso, escreveram de maneira estranha a história (principalmente a parte em que colocam que uma coruja resgatou-o da casa dos tios!), mas tudo bem, o que importa é que entendemos o texto (acho). Hahaha
     Essa foi a primeira coleção com mais de 3 livros que li. Escrevi até um post no blog quando pequena, relatando minhas primeiras observações (mais com relação aos filmes, e de maneira bem infantil, uma graça xD). Se tiverem interesse em ler ou dar uma olhadinha é só clicar aqui. ;)
     Bom, continuando - após aquele momento de melancolia -, a saga Harry Potter é conhecida no mundo inteiro, merecidamente, tanto pelos livros quanto pelos filmes, ambos muito bem feitos: uns com uma escrita brilhantemente realizada, fácil de ler e de imaginar cada pedacinho relatado; outros muito bem dirigidos e produzidos, com efeitos especiais bem semelhantes aos fatos descritos nas histórias (em parte graças a participação árdua da autora J. K. Rowling nas gravações e na escolha dos personagens, dificultando falhas muito comuns em outros filmes baseados em livros). 
Filmes da Saga Harry Potter
     O mais interessante de se ler os livros antes dos filmes (ou até mesmo depois de os assistir, não tenho muito problema com isso) é a possibilidade de se jogar "Encontre as Diferenças". É impressionante como há diferenças entre ambos que são imperceptíveis da primeira vez que se entra em contato com a série e se tornam chocantes ao se saber toda a história - até mesmo pequenos detalhes se tornam visíveis, juro! Aconselho, caso você já tenha lido ou assistido, a tentar fazer isso, se complementando com o resto da série, é bem divertido! 
     As únicas críticas que tenho a respeito da coleção são apenas com relação à produção: dos livros, o que mais me desapontou foi a maneira com que se relatou o combate final entre Voldemort e Harry Potter (muito breve, levando-se em consideração que a história demorou 7 livros pra ser finalizada de maneira tão simples); e dos filmes, o que mais me intriga são os cortes entre as cenas que, para alguém que leu os livros, tornam confusas as ligações entre um ato e outro (isso não era perceptível para mim da primeira vez que assiste, apenas recentemente percebi como era confuso). 
     De resto, não tenho o que reclamar. Sou fascinada por esta coleção e tenho certeza que, se você ainda não leu, saiba que esta foi a melhor história pensada dentro de um trem que viajava de Manchester a Londres e mais lida no mundo, tanto por crianças, quanto adolescentes e adultos.
     Boa leitura! Depois me conta o que achou de diferente entre os filmes e os livros ;)

Ana L

9 de fevereiro de 2015

Filme O Grande Hotel Budapeste (indicado ao Oscar 2015)

     "No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX."

     Baseado em diversos trabalhos do escritor austríaco Stefan Zweig, "O Grande Hotel Budapeste" traz em seu elenco Tony Revolori como o mensageiro do hotel Zero Moustafa e Ralph Fiennes como o gerente do hotel Gustave H. Os dois se tornam grandes amigos e Zero se mostra sempre fiel ao seu gerente, principalmente nas horas de crise. 
     O filme começa depois dos eventos vivenciados pelos dois, sendo narrado em flashback por um velho Zero (F. Murray Abraham) para um jovem escritor (Jude Law, Watson da franquia Sherlock Holmes), contando tudo o que aconteceu na época de auge do Hotel Budapeste. Esse começo é interessante mas um pouquinho confuso e chatinho, mas conforme o filme vai se desenrolando ele vai ficando interessante e engraçado. 
     O trama se dá quando uma senhora rica, amante de Gustave, é encontrada morta e as suspeitas se caem sobre ele. Zero tem então que ajudar seu amigo a se safar dessa e provar a sua inocência, custe o que custar.
     Os cenários são muito bonitos, o hotel, por exemplo, é uma bela construção que mais parece um castelo. Os personagens também são incríveis: Zero com seu jeito meigamente fiel e dedicado, e Gustave sendo comicamente educado (típico de gerente de um hotel daqueles). Os dois se metem em várias confusões, um pouco cansativas, mas hilárias. 
     Como já disse, o começo é um pouco chato, no entanto, o final é bem legal, valendo a pena passar pelo início esquisito.
     A longa-metragem está concorrendo a 9 prêmios no Oscar desse ano, entre eles de melhor filme,  diretor, roteiro, fotografia e maquiagem. Também concorreu a outros prêmios, ganhando alguns deles.
     O filme é legalzinho e divertido. Se você gosta de filmes passados na década de 30/40 e de comédia, de certa forma, inteligente, vai gostar de "O Grande Hotel Budapeste".

Trailer: YouTube
Gênero: Comédia / Drama / Policial
Direção: Wes Anderson
Data de Produção: 2014
Data de lançamento: 3 de julho de 2014
Distribuição: Fox
Duração: ~ 1h40
Faixa Etária: 14 anos
Mais informações: AdoroCinema

-Giu

8 de fevereiro de 2015

Filme O Iluminado

     "Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo."

     O Iluminado é obviamente um clássico do gênero de terror e por esse motivo vale a pena vê-lo. No filme, diferente da maioria dos filmes de horror atuais, o que é explorado é a psicose do personagem e a sua loucura, o que traz um clima de suspense e tensão. O personagem, conforme vai perdendo a linha, fica ácidamente engraçado. Jack Nicholson interpreta perfeitamente o homem maluco. 
     Também é explorado a sensibilidade do filho dele, que vê as pessoas que sofreram no hotel (entre elas estão as famosas gêmeas/irmãs que acho que todo mundo já viu ou ouviu falar). O menininho que faz essa criança é outro que faz seu papel bem, considerando que tinha sete anos na época. 
     O filme não é medonho, tá mais pro lado da tensão mesmo, em gênero "terror" ele é bem levinho. O que mais assusta são as aparições fantasmagóricas (que parecem mais algum delírio dos personagens) e a cara da mulher (sério, ela é muito estranha). Algumas expressões, que pode ser que na época eram boas, são meio exageradas, tornando-se levemente cômicas.
     A loucura e violência do homem é mostrada de forma interessante, o que torna possível ver porque o personagem está fazendo tanta coisa errada e sombria. Lógico que tinha que ser baseado numa obra de Stephen King para explorar essa loucura humana e até aonde ela chega.
     Uma coisa interessante é que tem muito meme desse filme por aí, então, enquanto você está assistindo, haverá cenas familiares.
     Eu recomendo assistir a esse filme mesmo se você (como eu) não seja muito fã de filmes de terror, pois ele é um daqueles clássicos que tem temas utilizados em muitos filmes e jogos atuais, não apenas de horror.   


Trailer: AdoroCinema
Gênero: Terror Psicológico
Direção: Stanley Kubrick
Ano de Produção: 1980
Data de lançamento: 25 de dezembro de 1980
Distribuidora: Warner Bros.
Duração: ~2h26min
Faixa Etária: 16 anos
Mais informações: AdoroCinema

-Giu

18 de janeiro de 2015

Livro Miss Peregrine's Home for Peculiar Children por Ransom Riggs

Gênero: Suspense - Fantasia - Literatura Infanto-Juvenil
Autor: Ransom Riggs
Páginas: 336 (em português) // 352 (em inglês)
Ano de Publicação: 7 de Junho de 2011
Editora: Leya
ISBN-13: 978-8580442670

     "Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que pareça – ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de aventuras sombrias." 
No meio, a capa do livro. Nas pontas imagens contidas nele.

     Estava andando na Saraiva quando vi esse livro na sessão de livros em inglês, me interessei na hora, mesmo não tendo em português na época. Hoje em dia esse livro já possui a versão na nossa língua intitulado de O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, mas quando o vi só tinha em inglês.
     Esse livro me surpreendeu e esta DEFINITIVAMENTE na minha lista de livros preferidos, bem no topo dela. O que me pegou nesse livro não foi apenas o incrível enredo que envolve a época da Segunda Guerra Mundial, gente com 'dons' peculiares e como a história avança rapidamente. O que foi o mais legal dele? ELE TEM FOTOS!
     Quando falo isso as pessoas ficam tipo "Owwwwnn, que fofo! Tem fotinho? Tem imagenzinha que nem nos livros infantis? Uauuu!" Porém a todos que pensaram assim, você está errado!!!!! As imagens do livros são umas fotos muito sinistras (sério tiveram umas que me fizeram chorar por dentro) de crianças peculiares, jovens e adultos, todas com estilo antigo, da década de 40 talvez. Pensei eu, enquanto lia, que as imagens foram feitas nos dias atuais, com pessoas vestidas a caráter, MAS NÃO, a maioria das imagens, com excessão de uma ou outra, vieram de acervos de colecionadores, ou seja, são reais!
     Achei essa ideia muito original. Bem, eu não havia visto nenhum livro até agora que utilizasse fotos e as utilizassem em enredos fictícios. A história por si só já é boa, tanto que não fazia ideia que tinham fotos e me interessei, sei lá... eu me interesso muito (não sei por que) por essas coisas de orfanatos antigos e crianças paranormais. Há quem diga que os segredos são revelados rápido demais, mas, hey, isso é bom de vez em quando, afinal eu não curto (e acredito que não estou sozinha) ter que esperar tipo, seis livros, para saber uma informaçãozinha.
     O único problema que eu diria sobre o livro ter imagens é que você imagina um personagem de um jeito e ele é de outro na foto (embora as fotos não sejam muito para te dar a fisionomia do personagem, só para mostrar mesmo). Também, o que eu não sei se foi só porque li à noite, bem no escuro, tiveram partes (as que falam dos bichos ruins do livro) que eu fiquei com MUITO medo, tipo em umas imagens também que meu Deus.
     Enfim, se eu recomendo esse livro? COM CERTEZA. Se você curte uns livros com um cenário mais obscuro (embora muitas partes da história sejam bem light), gosta de livros que tratam tanto do presente como do passado e acha imagens antigas legais, esse livro é para você.
     Descobri que vai virar filme, o que espero que seja bom, pois se trabalharem bem com ele pode ser um sucesso. E tenho certeza que vai ser! Porque sabe quem vai dirigir?????? O Tim Burton! Não tinha como escolherem melhor diretor! Vamos aguardar ansiosamente, pois ele lança em 2016 (T_T).
     LEIAAAA É MUITO BOOOMMM! MEU DEUSSS!

Livro #01- Miss Peregrine's Home for Peculiar Children. Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares(PT-BR)
Livro #02- Hollow City
Livro #03- 'Sem Título'

 -Giu   

14 de novembro de 2011

A Invenção de Hugo Cabret (Livro e Filme)


Gênero: Drama - Mistério - Aventura - Família
Autor: Brian Selznick
Páginas: 534
Ano de Publicação: 2007
Editora: SM
ISBN-13: 9788576752035

     "Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo toma conta dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento da máquinas."

     A Invenção de Hugo Cabret é um livro muito interessante escrito por Brian Selznick em 2007. Seu título original é "The Invention of Hugo Cabret"; uma literatura infanto-juvenil. Pode ser encontrado em qualquer livraria, principalmente na livraria Saraiva e na Livraria da Vila.
     O interessante desse livro é que há muitas imagens, e tem como objetivo testar a sua imaginação com sequências delas.
     A história é sobre um menino chamado Hugo Cabret, este perde a mãe logo cedo, e teu pai, que trabalhava em um museu, morre também, tempos depois. O menino passa a morar com o tio, que em pouco tempo, morre também. Você deve estar achando que o menino passa a ser depressivo, e se mata no final, certo? Errado! Com a morte do tio, que trabalhava em uma estação ferroviária arrumando centenas de relógios, p menino passa a fazer o seu trabalho, fingindo que ele não estava morto (poucos sabiam da morte dele). O menino morava em um cantinho, que se encontrava extremamente abandonado. Ele passava o dia, após verificar todos os relógios, roubando itens de uma lojinha perto da entrada de seu "esconderijo/moradia". Por que diabos ele fazia isso? Bem, seu pai, quando ainda vivo, encontrou no seu trabalho, um autômato quebrado, mostrou-o ao seu filho, Cabret, que lhe pediu para arrumar, e fazendo isso morreu, em um incêndio no próprio museu. Hugo continua tentando arrumá-lo com as peças da loja, que era de um homem muito mal.
     Assim começa a história, com muitas aventuras e personagens curiosos. E acredite, você com certeza vai se apaixonar por Hugo e pela sua história. Boa leitura e diversão!


  • FILME HUGO

     "Paris, anos 30. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ao fugir do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma jovem com quem faz amizade. Logo Hugo descobre que ela tem uma chave com o fecho em forma de coração, exatamente do mesmo tamanho da fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico."

     O filme baseado no livro descrito acima recebeu o nome de Hugo na versão inglesa (nem eu nem a mídia compreendemos porque o diretor optou por alterar o nome do filme e distanciá-lo do livro original) enquanto que no Brasil a decisão foi de manter o nome do livro para o filme. Sendo o livro tão brilhante com relação ao incentivo à imaginação, achei, desde o início, que o filme não chamaria tanta atenção quanto o livro chama conforme se lê. No entanto, estava errada.
     O diretor do longa, Martin Scorsese, foi brilhante na utilização das mais variadas técnicas de filmagem, na seleção dos atores e na seleção de cenas. O filme ficou extremamente semelhante ao livro, e o que o deixou mais INCRÍVEL foi a aparição de muitos dos filmes do brilhante Georges Méliès, um dos primeiros produtores e atores de todos os tempos e o primeiro a iniciar a produção de filmes de fantasia, sem tanta realidade neles, se tornando muito famoso até o estouro da 1ª Guerra Mundial. O filme e o livro me deixaram apaixonadas por esse grande artista dos cinemas.
     No filme, vários artistas reconhecidos fizeram parte, dentre eles Johnny Depp como produtor, e Salvador Dali, em uma breve aparição, (além de, é claro, Asa Butterfield e Chloe Moretz, que já fizeram muitos filmes de sucesso nas telonas, como Ender's Game e Deixe-me Entrar, respectivamente - meus filmes favoritos de cada um). Curiosidades fantásticas, não?!

Gênero: Aventura - Drama - Família
Direção: Martin Scorsese
Ano de Produção: 2011
País de Origem: EUA
Data de Lançamento: 17 de fevereiro de 2012, no Brasil
Distribuidora: Paramount Pictures
Duração: 2h08min
Faixa Etária: 10 anos
Mais Informações: AdoroCinema



Esquerda para a direita: Chloe Moretz (Isabelle) e Asa Butterfield (Hugo Cabret).
Hugo acha última parte do autômato.


Hugo e Isabelle observam os movimentos do autômato.




Aninha LUh!