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10 de fevereiro de 2016

Downton Abbey

Imagem publicitária da última temporada
      "No início do século XX, a família Crawley luta para manter o legado de Downton Abbey. Após a morte de um parente que estava à bordo do Titanic, Robert Crawley (Hugh Bonneville) descobre que o novo herdeiro da propriedade é um sobrinho distante, Matthew Crawley (Dan Stevens), um advogado com pensamentos modernistas. Enquanto Robert e sua esposa Cora (Elizabeth McGovern) se preocupam com o futuro das suas filhas, Mary (Michelle Dockery), Edith (Laura Carmichael) e Sybil (Jessica Brown Findlay), os empregados da mansão trabalham para manter a rotina da família, com todas as regras da época."

     Me indicaram a série em 2015. Demorei um pouco pra começar a assistir devido à duração de cada episódio ser longa, mas assim que comecei a ver, não consegui mais parar.
     A série relata a história de uma família riquíssima da Inglaterra, dona da humilde mansão Downton Abbey. A história se inicia com o Titanic, passando pelas grandes guerras mundiais e outros problemas que causam grandes mudanças no pensamento da sociedade britânica - e no resto do mundo também. Além disso, ao longo da série a história dos empregados da casa é revelada, assim como seus esquemas de trabalho e a noção de hierarquia presente na época.
     No início da série, Mary me faz odiá-la loucamente por conta de sua grosseria, principalmente contra sua irmã Edith, mas depois acabei me acostumando e meu ódio se tornou amor hahaha. Matthew é um dos meus personagens favoritos sem dúvida alguma, assim como Sybil e seu namorido - lindos demais s2.
     Uma das coisas mais interessantes da série é ver os hábitos das grandes famílias e de seus empregados durante o século passado, observando as mudanças desses hábitos com o tempo. É impressionante como grandes caos provocam mudanças tão significativas no modo de vida das pessoas, o que é bem interessante observar comparando a primeira temporada com os demais episódios.
Princesa Kate Midleton visita elenco da última temporada
     Admito que algumas coisas da série me traumatizaram levemente, mas foram necessárias para apresentar outras ideias da época, como com relação à medicina, ainda muito "medieval". Muitos detalhes históricos são apresentados ao longo dela, e alguns deles são perceptíveis até mesmo na decoração de fundo (adoro observar tudo nessas obras históricas xD).
     Por fim, só para avisar vocês, não querendo convencê-los logo de cara a ver a série, longe de mim fazer isso, 3 coisas são extremamente importantes de serem listadas:
  • A atriz Maggie Smith, linda e maravilhosa como sempre e famosa pelo seu papel em Harry Potter como Professora Minerva McGonagall, interpreta, na série, a vovó Violet Crawley, bravinha mas fofa.
  • A atriz Penelope Wilton, conhecida por interpretar a Sra. Gardiner em "Orgulho e Preconceito" e fazer parte do grande elenco de "O Exótico Hotel Marigold" como Jean Ainslie, também participa da série (em seu segundo trabalho com Maggie Smith) como a personagem Isobel Crawley, mãe de Matthew.
  • Dan Stevens, que em "Uma Noite no Museu 3" interpreta Sir Lancelot - gatíssimo - (e em 2017 interpretará a Fera em "A Bela e a Fera"), na série interpreta Matthew Crawley, parente da família principal.
     Bom, depois da listagem que não tinha o menor objetivo de te convencer ainda mais a assistir a uma das minhas séries favoritas, claro que não, acredito que te convenci a assistir Downton Abbey! Ebaaa! Espero que gostem da série e comentem o que acharam ;)

-Ana L



Produtores: Liz Trubridge, Nigel Marchant
Criadores: Julian Fellowes
Gênero: Drama - Histórico
País de Origem: Reino Unido
Emissora: ITV (Reino Unido) / Disponível no Netflix
Temporadas: 6
Status: Finalizada
Tempo por Episódio: 45 - 67min
Ano: 2010 - 2015
Lançamento: 26 de setembro de 2010

26 de janeiro de 2016

Resenha "Os mentirosos"

Mentirosos
Gênero: Suspense - Mistério
Autor: E. Lockhart
Páginas: 272
Ano de Publicação: 2014
Editora: Seguinte
ISBN-13: 978-8565765480
       
     "Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.
     Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu."

     Estou aqui hoje para falar de um dos livros mais sensacionais que eu já li. Se você nunca ouviu falar dele, me deixa te perguntar um negócio: O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO DA SUA VIDA?
     Primeiramente, não se deixe levar pela sinopse. Ela não expressa direito o que faz esse livro ser único, e não mostra o quão extraordinário ele é. Eu só o comprei pelo preço, e foram os quinze reais mais bem gastos da minha vida. 
     Cara, esse livro é muito muito muito muito muito bom. Agora que já deixei bem claro minha opinião, vou tentar te dar uma ideia sobre o que te espera.
     A escrita é única. De todos os livros que eu já li (o que é muito), eu nunca vi nada parecido. Tem uma pegada de um poema, mas é em prosa, e parece ser super elaborada, mas mesmo assim não é difícil de acompanhar. A leitura flui de modo surpreendente, mesmo que às vezes seja difícil de discernir as metáforas do que é literal.
     Sinceramente, no começo a história não tem nada demais. Só uma típica família desgastada, chamada Sinclair, onde as aparências são o que mais importa, e ninguém é verdadeiramente feliz. Até aí nenhuma novidade.


"Bem vindo à bela família Sinclair.
Ninguém é criminoso.
Ninguém é viciado.
Ninguém é um fracasso."

     O livro é narrado em primeira pessoa, pelo ponto de vista de Cadence. Ela sofreu um acidente, e não consegue se lembrar de nada do último verão que passou na ilha. Ela consegue ver através das "máscaras" dos parentes, e percebe o quão distorcido eles são. Além disso, agora ela tem que combater terríveis enxaquecas e as consequências do seu misterioso acidente. O ponto que eu quero chegar é: não é um livro divertido de ler. É um livro que te faz pensar. É um livro que te prende, mesmo sem você conseguir entender o motivo, e no final mexe com você.
     Esse livro definitivamente sai da mesmice. E o final com certeza não irá te decepcionar. Eu sei que eu estou falando demais sobre o final, mas ele ainda me deixa perturbada, e eu li esse livro a meses. COMO EU AMEI ESSE FINAL.
     Esse livro me fez desejar que a autora não tivesse escrito somente dois livros. A escrita é única, o jeito seco e denso é extraordinário, as metáforas em alguns capítulos são espetaculares, enfim, esse é um livro que eu releria e releria e releria e releria e releria e releria.



     "O silêncio é uma camada protetora sobre a dor"


     Meu último conselho? LEIA.

Kisses, -L

23 de janeiro de 2016

Série Orange Is The New Black (original Netflix)


     "A série se desenvolve ao redor da história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que mora em Nova York e é condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas a pedido da sua ex-namorada, Alex Vause (Laura Prepon), que é peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de New York, ficando noiva de Larry Bloom (Jason Biggs). Quando presa, Piper reencontra Alex, elas reanalisam seu relacionamento e lidam com suas companheiras de prisão."
      "Orange Is The New Black" é a série que, juntamente com "House of Cards", fez o Netflix ascender como produtora de séries e filmes, e como serviço. Desde que a série lançou, sempre quis ver, mas nunca dava tempo.
     Nas férias, por impulso, cliquei no primeiro episódio. Olha, a primeira cena é meio awkward, mas fora isso, o primeiro episódio é sensacional. Achei engraçado e interessante. O fim dele me fez querer ver o próximo e quando me dei conta já tava quase acabando a primeira temporada.
     As personagens são incríveis. Todas tem momentos cômicos bem como momentos dramáticos em que a série nos conta o passado delas e que crimes cometeram para estar ali. Isso eu amei; pensava que seria apenas narrado o que as colegas de cela de Piper fizeram, mas não. Eles fazem uso de flashbacks. É como se duas histórias ocorressem no episódio: do passado de uma das detentas junto com o presente de todas. Isso, combinado com a excelente atuação de todas as atrizes, faz a série incrível.
     O enredo por si só também é demais e prende a atenção. A mistura de comédia e drama na série nos fazem rir e chorar. A história é baseada no livro homônimo autobiográfico de Piper Kerman, mas a história da Netflix vai muito além das experiências de Piper, mostrando o cotidiano das presas e de quem as cercam.
     Obviamente, por ser uma penitenciária feminina, há cenas LGBT, contando com uma personagem transsexual Sophia Burset (Laverne Cox, também trans). Também há cenas a la Game of Thrones, mas hoje em dia isso tá ficando tão normal que, né?
     Cada temporada apresenta um diferente desafio para as encarceradas de Litchfield e o fim de cada temporada te deixa louco(a) por mais. A história também tem uma super vibe "Chicago", que é um dos meus filmes preferidos.
     Mas, o que mais me surpreende mesmo nessa série são os atores. Uzo Aduba, que representa Crazy Eyes, é um dos inúmeros destaques do programa, o que a rendeu um Globo de Ouro e um Emmy por melhor atriz convidada em série de comédia.
     Eu recomendo muito essa série. Juro que é uma das minhas favoritas, do tipo de me fazer sofrer profundamente pela demora da próxima temporada, que será liberada dia 17 de junho.  

-Giu

Produtores: Jenji Kohan
Criadores: Jenji Kohan
Gênero: Comédia dramática, Humor Negro, Crime, LGBT
Emissora (EUA/Brasil): Netflix
Temporadas: 3
Status: confirmada para 4ª temporada (17 de junho de 2016)
Tempo por Episódio: ~50min
Ano: 2013-presente
Lançamento: 11 de julho de 2013

19 de janeiro de 2016

Once Upon A Time

     "Na cidade fictícia de Storybrooke, no Maine, Regina (Lana Parrilla) é uma rainha má que rouba memórias graças à maldição obtida por meio de Rumplestiltskin (Robert Carlyle). Suas vítimas viveram, portanto, uma realidade imutável durante 28 anos, sem ter qualquer noção de sua idade. Todas as esperanças estão depositadas em Emma Swan (Jennifer Morrison), filha da Branca de Neve (Ginnifer Goddwin) e do Príncipe Encantado (Josh Dallas). Ela é a única pessoa com a capacidade de quebrar a maldição e recuperar as lembranças perdidas, pois foi transportada do mundo de conto de fadas antes de ser atingida pelo feitiço."

     Estou para escrever sobre essa série há muito tempo, mas queria esperar ficar mais em dia com a mesma pra relatá-la aqui. O problema foi que não aguentei assistir a série inteira... xD
     A 1ª temporada me deixou bem animada! A ideia estava fresca, cheio de personagens se descobrindo como parte de contos de fadas, adorava especialmente ver o antes (príncipes, bruxas e princesas) e depois (pessoas comuns). A cada episódio, era apresentado o passado de um ou mais personagens, o que tornava possível um jogo de adivinhação (conexão com os telespectadores) o que foi se perdendo nas demais temporadas, principalmente após a 2ª.
Alguns dos muitos personagens
     Foi durante a 2ª temporada que fui me cansando da série. Ainda haviam muitos personagens surgindo - o que foi tornando a história um tanto cansativa - e muitos mistérios para resolver. Não cheguei a assistir a 3ª temporada, a série começou a ficar confusa para mim.
     Outra coisa que me irritou muito nessa série foi a atuação de Jennifer Morrison, como Emma Swan. As reações dela em alguns episódios eram muito exagerados e as vezes até sem nexo com a cena, na minha opinião. Não gostava da maioria das cenas dela. No entanto, as suportava bem porque meu personagem favorito, o jovem Henry Mills (Jared Gilmore), estava sempre com ela, impressionante!
     Acredito que cada um tem sua opinião a respeito de cada tipo de série, mas, como eu particularmente não curti a série, sugeriria que não assistam, de verdade. Se tiverem curiosidade, vejam a primeira temporada, tenho certeza que logo vocês vão se cansar.

-Ana L.


Produtores: Adam Horowitz, Edward Kitsis, Damon Lindelof
Criadores: Adam Horowitz, Edward Kitsis
Gênero: Drama - Fantasia
Emissora (EUA): ABC
Emissora (Brasil): Sony Brasil
Temporadas: 5
Status: Em produção
Tempo por Episódio: ~42 min
Ano: 2011 - atualmente

28 de julho de 2015

Livro O Bicho-da-Seda por Robert Galbraith (pseudônimo de J.K. Rowling)


Gênero: Romance policial
Autor: Robert Galbraith (J.K. Rowling)
Páginas: 464
Ano de publicação: 2014
Editora: Rocco

ISBN-13:978-8532529589

    "Quando o romancista Owen Quine desaparece, sua esposa procura o detetive particular Cormoran Strike. Incialmente, ela pensa apenas que o marido se afastou por alguns dias - como fez antes - e quer que Strike o encontre e o leve para casa. Mas, à medida que investiga, fica claro para Strike que há mais no sumiço de Quine do que percebe a esposa. O escritor acabara de concluir um livro retratando maldosamente quase todos que conhece. Se o romance fosse publicado, a vida deles estaria arruinada -assim, muita gente pode querer silenciá-lo. E quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, torna-se uma corrida contra o tempo entender a motivação de um assassino impiedoso, diferente de qualquer outro que Strike tenha encontrado na vida."

     Lembra do "O Chamado do Cuco"? Então esse livro é uma "continuação" dele, no qual Cormoran Strike e sua assistente Robin Ellacott se deparam com um caso de um escritor desaparecido.
     Como no livro anterior, O Bicho-da-Seda é narrado de forma detalhada e minuciosa (por exemplo ao invés de haver apenas um diálogo, são narrados pequenos relances do que está acontecendo ao redor dos personagens), o que é muito interessante já que traz ao livro um outro nível de realidade, deixando personagens e ambientes muito concretos e super fáceis de serem imaginados, mas ao mesmo tempo esses detalhes tornam a leitura um pouquinho mais densa.
     Se você (como eu) achou interessante o retrato do mundo da fama no livro anterior, vai gostar também do que é retratado nesse livro: o universo dos escritores. O mais legal é que J.K. não idealiza esse mundo, mostrando as dificuldades de ter uma obra publicada e de se tornar um best-seller.
     Os livros que o desaparecido escreveu são meio perturbadores (eles meio que são parafraseados na história) o que deixa umas partes meio awkwards mas ao mesmo tempo mostra uma certa peculiaridade que será fundamental pra resolução desse crime.
     Eu gostei muito de como a investigação de Strike se desenvolve e como pequenos detalhes ajudam a revelar o assassino. Ele realmente seria uma espécie de Sherlock Holmes moderno e não sei porque mas o acho muito engraçado e fofinho (fangirl moment).
     Não espere apenas resolução do crime. Nesse livro eles focam de forma sutil e interessante na vida dos personagens, estabelecendo conflitos que prendem a atenção.
     O final é bem legal, sei lá eu meio que descobri no meio do livro quem que era o assassino, não sei se porque tava previsível ou se tive sorte, mas de qualquer forma é bem genial esse fim.
     Leia esse livro! É muuuuuito bom. É um daqueles que não dá pra parar de ler. Vale muito a pena!


-Giu

13 de fevereiro de 2015

Resenha Trilogia Reiniciados


Gênero: Ação/ Aventura/ Suspense/ Distopia/ Romance
Autora: Tery Terry
Páginas: Reiniciados - 432/ Fragmentada - 424/ Despedaçada - 400
Ano da Publicação: 2013 - 2014
Editora: Farol Literário
ISBN-13: Reiniciados - 978-8562525728/ Fragmentada - 978-8531411595/ Despedaçada - 978-8582770559


"As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?"


    A história é narrada em primeira pessoa por Kyla, uma personagem forte e destemida. É uma sociedade distópica do futuro onde todos vivem sob uma forte ditadura. Invés de policiais, os Lordeiros são quem comandam tudo, e como os direitos humanos não são nem um pouco respeitados, os Lordeiros acabam fazendo o que der na telha e qualquer um que se oponha ao governo é considerado um traidor e é exterminado. Mas hey, isso não é nem o começo. Foi criado um processo de Reiniciação, ou seja, todo adolescente criminoso menor de 16 anos tem suas memórias apagadas e são forçados a começar uma nova vida, além de serem proibidos de buscarem qualquer coisa relacionada com o seu passado. Só que no caso de Kyla, suas memórias começam a voltar, e é ai que tudo complica.
     Uma coisa que me chamou a atenção nesses livros foi a estrutura do enredo deles. Os livros começam simples, nada muito surpreendente, mas ainda assim conseguem prender a sua atenção, é totalmente impossível parar de ler. O enredo vai se desenvolvendo, tem algumas mini descobertas... Mas o final...o final dos TRÊS livros tem revelações chocantes! Tudo que você pensou e deduziu era uma completa mentira, e a verdade é mais complicada do que você jamais poderia imaginar. E eu não estou sendo exagerada, acredite. Tem muitas traições, ninguém é o que parece que é, é chocante. No ultimo livro, para mim, ficou bem mais óbvio o que ia acontecer do que nos outros livros, mas não pude deixar de me surpreender com algumas coisas. O final foi zen demais. Toda a série é cheia de perdas, mistérios, etc, e o final pareceu meio forçado para mim (não vou especificar para não correr o risco de dar spoilers).
     A Kyla foi a escolha de protagonista perfeita para esse livro: ela é forte e não deixa as coisas afetarem-na demais, então, em nenhum ponto do livro a narração dela ficou irritante. Ela também é facilmente manipulável, e acho que isso faz com que as revelações sejam tão chocantes: como lemos pelo ponto de vista dela é impossível não ser inocente como ela. As capas são tão lindas que não da para não ter vontade de ler. Se você gosta de distopias, esse livro foi feito para você; o romance é bem mais intenso do que nos outros livros, mas nada meloso. Super recomendo, é uma das minhas séries favoritas.

Livro 1: Reiniciados
Livro 2: Fragmentada 
Livro 3: Despedaçada

Kisses, -L

12 de fevereiro de 2015

Série Jane The Virgin


Pôster que achei meio sem
graça e bem photoshopado.
     "Quando Jane (Gina Rodriguez) era mais nova, a avó dela a convenceu de duas coisas: telenovelas são a melhor forma de entretenimento, e mulheres devem proteger a virgindade a qualquer custo. Agora, aos 23 anos, a vida de Jane tornou-se tão dramática e complicada quanto as telenovelas que ela sempre amou, após uma série de surpreendentes eventos que fizeram com que ela fizesse, acidentalmente, uma inseminação artificial."

     Como não tinha nada para fazer nas férias e já tinha ouvido falar mais de uma vez dessa série, resolvi ver o primeiro episódio. Eu hesitei muito para vê-la porque primeiro: o tema é bem estranho; e segundo: era baseado em uma telenovela venezuelana (!) chamada Joana, La Virgen. A sinopse e o pôster também deixaram a desejar, parecendo que a série é ambientada em uma situação totalmente diferente da que realmente se passa.
     Mas a série é surpreendentemente boa! Não tem aquela vibe pesada de novela latina dramática... Pelo contrário! A série é de comédia, chegando a caçoar do drama de novelas. Os personagens são bons, tendo segredos (claro, né, não apenas é uma série mas também tem a parte de telenovelas, tem que ter isso), muitas vezes engraçados. Um personagem que gostei muito foi Rogelio De La Vega (Jaime Camil), um astro de telenovelas com um sotaque hispânico muito fofo, um jeito de galã e estrela de TV convencido (mas divertido).
     Como adaptação a série se destaca, as mudanças no enredo para adaptar para um jeito americano são incríveis, sério, quanto mais eu penso mais eu reparo no bom trabalho do pessoal que adaptou o programa. A estrutura dele é baseada em novelas mesmo, sendo os nomes dos episódios "Capítulo X", como em todas as novelas. Também possui um narrador, que tem sotaque hispânico, que é muuuuito engraçado, seja na forma que retoma o que ocorreu nos episódios anteriores, seja em suas intervenções durante o desenrolar da história. Essas interferências são bem suaves e normalmente servem ou pra nos recordar de algo ou pra explicar alguma coisa, o que ajuda muito. Também, em certas cenas, aparecem escritos feitos como se fosse em máquina de escrever (pelo barulho e fonte de letra) que deixam a série ainda mais engraçada. Além disso, vale ressaltar que a série se desenvolve muito rapidamente, o que é perfeito já que evita que a história enrole em pontos desnecessários.
     Além do problema de Jane, também há mistérios envolvendo um misterioso traficante de drogas e assassino, chamado pelos investigadores de Sin Rostro. Entre os investigadores inclui-se o namorado de Jane, Michael (Brett Dier, de Ravenswood) que vai ter uma surpresa ao descobrir a situação de Jane.
     Também é legal que tem partes em espanhol (que possuem legenda em inglês/português) e dá até para entender de ouvido já que português e espanhol são parecidinhos.
     Os últimos episódios que lançaram são mais dramáticos, mas mesmo assim têm uma pontinha de graça que alivia bem esses momentos meio ruins.
     Eu achei a série bem legal e diferente das outras que vi. O povo tá gostando dela, pois já ganhou um People Choice Awards (melhor série estreante) e um Golden Globe Awards de melhor atriz de comédia para Gina Rodriguez, sendo também indicada para melhor série de comédia nesta mesma premiação. Além disso, já foi até renovada para segunda temporada. Então estou achando que essa série promete e vale a pena dar uma olhada nela.

-Giu


Produtores: Jennie Snyder, Ben Silverman, Gary Pearl, Jorge Granier, Brad Silberling
Criadores: Jennie Snyder, Perla Farias
Gênero: Comédia dramática
Emissora que transmite nos EUA: The CW
Emissora que transmite no Brasil: Lifetima Channel
No. de temporadas: 2
Status: Em discussão sobre renovação (para a 3ª temporada) ou cancelamento
Tempo por episódio: ~44min
Ano de exibição: 2014-presente

11 de fevereiro de 2015

Série Pretty Little Liars


"Na pequena cidade de Rosewood, na Pensilvânia, as melhores amigas Spencer Hastings (Troian Bellisario), Aria Montgomery (Lucy Hale), Hanna Marin (Ashley Benson) e Emily Fields (Shay Mitchell) guardam complexos segredos. Alison (Sasha Pieterse), 5ª membra e líder do grupo, desapareceu há um ano e não deixou qualquer pista. As amigas recebem cartas misteriosas assinadas por uma letra e suspeitam que seja sua antiga companheira, mas a desconfiança que possuem em relação ao universo perverso no qual vivem provoca uma reflexão cada vez maior."

     Se você gosta de mistérios você vai amar essa série. Tudo gira em torno de 5 amigas e um(a) stalker psicopata. Simpático, né? A série por enquanto tem 5 temporadas, e, na minha opinião, ficou meio repetitivo e tudo que eu quero saber é quem é -A o mais rápido possível. Mas se você quer uma série que confunda a sua cabeça e te deixe louca PLL (Pretty Little Liars) é a série perfeita para isso.  Além disso, cada personagem tem suas peculiaridades, o que te faz suspeitar de todos.
      É impossível parar de assistir, cada episódio termina de um jeito que te faz desejar ter uma máquina do tempo. Se você já é uma Little Liar que nem eu, visite http://www.seventeen.com/ que tem as melhores teorias sobre quem é -A. Mas sério, se você nunca viu a série, assista ela o mais rápido possível, garanto que não irá se arrepender.

"Estou começando a achar que essa vadia tem super poderes"

Para assistir online: http://megafilmeshd.net/series/pretty-little-liars.html

Produtores: Lisa Cochran-Neilan
Criadores: I. Marlene King
Gêneros: Drama/ Mistério/ Suspense
Emissora nos EUA: ABC Family
Emissora no Brasil: Boomerang
Temporadas: 5
Status: Meio da 5ª Temporada/ 6ª Temporada confirmada
Tempo por Episódio: ~45 min
Ano de Exibição: 2010 - presente



Kisses, -L

10 de fevereiro de 2015

Série 2 Broke Girls

  
     "Para pagar as contas, Max Black (Kat Dennings) trabalha em dois empregos, incluindo um como garçonete de um restaurante. Caroline Channing (Beth Behrs), por sua vez, é uma riquinha mimada que, após perder todo o seu dinheiro, precisa procurar um trabalho pela primeira vez na vida. Trabalhando e morando juntas, Max e Caroline irão começar a juntar dinheiro para investir em uma loja de cupcakes."

     Assim que comecei a ver essa série ela imediatamente se tornou a minha favorita no gênero de comédia. Desde o primeiro capítulo ela arranca de você muitas gargalhadas, o que é meio raro em outras séries de comédia.
     As personagens são muuuuito boas. Temos Max, com um humor negro e irônico que não falha nunca em nos fazer rir. Seus trocadilhos, ofensas e piadas são sempre inseridos na hora certa e Kat Dennings a interpreta perfeitamente. Caroline, que podia ser retratada como uma loira burra, graças a Deus não é, tendo até um diploma em negócios (que vai ajudar com essa ideia de loja de cupcakes). Ela, que era rica, perde tudo quando seu pai vai preso por ter sido corrupto e não tem aonde ficar até que encontra Max, que a zoa a série toda (com aquele humor inteligente), mas a deixa morar em seu apartamento.
     As duas batalham para sobreviver na pobreza americana, trabalhando na lanchonete de Han Lee (Matthew Moy), um coreano baixinho (óbvio que isso o faz vítima preferida de Max) que também emprega o cozinheiro Oleg (Jonathan Kite) e o velho caixa Earl (Garett Morris), fazendo da lanchonete um dos ambientes principais para tudo que acontece, o que é meio típico de série de comédia. Também nesse universo se encontra a incrível Sophie (Jennifer Coolidge), vizinha de cima de Max e Caroline que vai conquistando o público com sua ousadia e sinceridade. 
     Todos os atores trabalham muito bem, fazendo seus papéis de forma perfeita, o que torna essa série uma das mais populares. O enredo também é muito bom, mostrando o contraste entre a pobreza e a riqueza de forma engraçada, sendo a riqueza caçoada por Max e a pobreza (inicialmente) repelida por Caroline. A mistura, junto com as piadas bem elaboradas, faz com que eu diga que essa é uma das melhores séries atuais.  
     Se eu fosse você assistiria essa série, pois diferentemente da maioria das séries de comédia em que o máximo que fazem com suas piadas é fazê-lo sorrir, essa série te faz rir até chorar no mínimo umas três vezes por episódio, seja com as piadas hilárias da Max (sério, Kat merece um prêmio), o sofrimento exagerado de Caroline ou com o resto dos personagens. Algumas vezes, na forma legendada se perdem algumas piadas por serem trocadilhos, mas o esforço de quem faz as legendas e o entendimento de algumas expressões em inglês fazem com que isso não seja um grande problema. 
     Então, se você quer rir e se divertir assistindo uma série de comédia, escolha 2 Broke Girls.

-Giu

Produtores: Warner Bros. Television, Whitney Cummings e Michael Patrick King 
Criadores: Whitney Cummings e Michael Patrick King
Gênero: Comédia, sitcom
Emissora que transmite nos EUA: CBS
Emissora que transmite no Brasil: Warner Channel e SBT
No. de temporadas: 5
Status: continuando 
Tempo por episódio: ~22min
Ano de exibição: 2011-presente

9 de fevereiro de 2015

Filme O Grande Hotel Budapeste (indicado ao Oscar 2015)

     "No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX."

     Baseado em diversos trabalhos do escritor austríaco Stefan Zweig, "O Grande Hotel Budapeste" traz em seu elenco Tony Revolori como o mensageiro do hotel Zero Moustafa e Ralph Fiennes como o gerente do hotel Gustave H. Os dois se tornam grandes amigos e Zero se mostra sempre fiel ao seu gerente, principalmente nas horas de crise. 
     O filme começa depois dos eventos vivenciados pelos dois, sendo narrado em flashback por um velho Zero (F. Murray Abraham) para um jovem escritor (Jude Law, Watson da franquia Sherlock Holmes), contando tudo o que aconteceu na época de auge do Hotel Budapeste. Esse começo é interessante mas um pouquinho confuso e chatinho, mas conforme o filme vai se desenrolando ele vai ficando interessante e engraçado. 
     O trama se dá quando uma senhora rica, amante de Gustave, é encontrada morta e as suspeitas se caem sobre ele. Zero tem então que ajudar seu amigo a se safar dessa e provar a sua inocência, custe o que custar.
     Os cenários são muito bonitos, o hotel, por exemplo, é uma bela construção que mais parece um castelo. Os personagens também são incríveis: Zero com seu jeito meigamente fiel e dedicado, e Gustave sendo comicamente educado (típico de gerente de um hotel daqueles). Os dois se metem em várias confusões, um pouco cansativas, mas hilárias. 
     Como já disse, o começo é um pouco chato, no entanto, o final é bem legal, valendo a pena passar pelo início esquisito.
     A longa-metragem está concorrendo a 9 prêmios no Oscar desse ano, entre eles de melhor filme,  diretor, roteiro, fotografia e maquiagem. Também concorreu a outros prêmios, ganhando alguns deles.
     O filme é legalzinho e divertido. Se você gosta de filmes passados na década de 30/40 e de comédia, de certa forma, inteligente, vai gostar de "O Grande Hotel Budapeste".

Trailer: YouTube
Gênero: Comédia / Drama / Policial
Direção: Wes Anderson
Data de Produção: 2014
Data de lançamento: 3 de julho de 2014
Distribuição: Fox
Duração: ~ 1h40
Faixa Etária: 14 anos
Mais informações: AdoroCinema

-Giu

1 de fevereiro de 2015

Livro Hollow City (Peculiar Children #02) por Ransom Riggs

ATENÇÃO! Essa postagem revela SPOILERS do primeiro livro da série, Miss Peregrine's Home for Peculiar Children, caso você não o tenha lido, está lendo ou deseje ler, é aconselhado que não leia essa postagem. Se você quiser ler sobre o primeiro livro clique aqui.

Gênero: Jovem adulto, horror
Autor: Ramson Riggs
Páginas: 396 (inglês)
Ano de Publicação: 14 de janeiro de 2014 (EUA)
Editora: Quirk Books
ISBN-13: 978-1594746123

     "Miss Peregrine's Home for Peculiar Children foi um inesperado best-seller de 2011-uma mistura sem precedented de fantasia jovem adulta com fotografias vintage que encantou leitores assim como críticos.
     O segundo livro começa em 1940, momentos depois de onde termina o primeiro livro. Escapando por pouco da ilha da Senhora Peregrine, Jacob e seus novos amigos precisam ir à Londres, a capital do mundo peculiar. Pelo caminho encontram novos aliados, um abrigo para animais peculiares e outras surpresas inesperadas.
     Completado com dezenas de fotografias vintage recém descobertas (e totalmente hipnotizantes), esta nova aventura irá surpreender leitors de todas as idades" 

     Bem, essa é a minha tradução da sinopse porque não tem em português.
     Novamente Ransom Riggs não desaponta. O good guy além de escrever um livro super legal relembra de forma suave e quase imperceptível o que ocorreu no livro anterior de importante. Isso é tipo PERFEITO, já que a pior coisa dessas coisas de mais de livro é que quando lança a sequência dá aquele problema de ter esquecido o que houve no livro antecedente.
     Desde o começo o livro há ação, sendo, graças a Deus, poucos os momentos parados. Os personagens também são mais destacados no livro, principalmente as outras crianças peculiares que ficaram bem em segundo plano no primeiro livro. E eles são adoráveis, sério dá vontade de adotar eles.
     Outra coisa interessante é que o livro é ambientado no período da Segunda Guerra Mundial, então tem aquele clima  que me recorda um pouco Nárnia (juro tem uma parte em uma estação de trem que esperava que eles cruzassem com os quatro irmãos), ou seja além de hollows e wights as crianças tem que se proteger de bombas.
     Também é legal que eles passam por vários lugares, o que é obviamente diferente do primeiro livro. Jacob está aprendendo a lidar com sua habilidade e conforme ele aprende quem lê sente as mesmas emoções do menino.
     O fim é chocante, as coisas mudam rapidamente nas últimas, sei lá, dez páginas e eu até gostei do fim, claro que necessito urgente do próximo livro, que só lança em setembro desse ano nos EUA, aqui no Brasil não há nem previsão do lançamento do segundo livro.  Se você leu o primeiro e gostou vai AMAR o segundo.

-Giu

21 de janeiro de 2015

Série de livros A Seleção por Kiera Cass

Gênero: Ficção - Romance - Fantasia - Distopia
Autor: Kiera Cass
Páginas: "A Seleção - 368 // "A Elite" - 360 // "A Escolha" - 352 // "A Herdeira" - indefinido
Ano de Publicação: 2012 - presente
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
ISBN-13: "A Seleção" - 978-8565765015 // "A Elite" - 978-8565765121 // "A Escolha" - 978-8565765374 // "A Herdeira" - indefinido

     "Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar."

     Talvez você já tenha visto a resenha da Lari, porém a minha é um pouquiiiinho diferente. Por que? Bem eu não gostei do livro. 
     Falarei primeiro das coisas boas. A menina termina com quem eu gostaria (não expressarei favoritismo para não revelar spoilers). Também, o ambiente é legal, a distopia seria perfeita se fosse bem explorada. O jeito reallity show com vestidos e coroas é interessante. Bem, acho que é só isso que me despertou aprovação desse livro.
Capas, que atraem os leitores, como uma sereia, pela
sua fabulosidade.
     Eu li os três livros rapidamente e não tenho certeza se era porque tava gostando do livro ou se estava esperando uma ação, mas tudo aponta para a segunda hipótese, pois sempre que algo "UOOUUU" acontece, ao invés de termos um pico de tensão, ele acaba antes, tipo um turn off mesmo. O livro fica na mesmice, America Singer confusa entre o rapaz humilde e atencioso que tinha um relacionamento com ela e o belo e charmoso príncipe que vai criando mais e mais afinidade com ela; e sabe o que acontece (calma não é spoiler)? Quando a mina tá com um, quer outro; e quando tá com o outro, quer o anterior. Pensa que não é boa o suficiente, que vai fazer um ou outro sofrer com sua decisão... Então temos que ouvir por pelo menos dois livros ela choramingando sobre os conflitos internos do seu triângulo amoroso.
     A jovem também é irritantemente impulsiva, fazendo o que der na telha do começo ao fim da narrativa (sério, ela só não morre por fazer merda porque o livro é muito parado para ter uma oportunidade de verdade para isso). Em minha palavras (e acho que de outros, sei lá) esse livro seria um "Jogos Vorazes" de saias, só que sem o vorazes e com mais draminha exaustivo. É, tenho quase certeza que li rápido para 1) saber com quem a menina ia ficar 2) com uma urgência para sentir alguma ação daquele tipo que você não respira direito de tão tenso.
     A família da menina é uma espécie de Weasley, cheia de gente ruiva e unida com exceção de um irmão (acabei de perceber a semelhança, nossa). O melhor livro é o último, que segura as pontas e dá um pouquinho da ação tão desejada (por mim pelo menos) e ele acaba não tão ruim.
     Essa coisa de próximo livro já vi que vai dar muita merda pro lado de quem narra a história, então percebemos que haverá mais drama chato. Mas sei lá né, vai que o próximo seja bom.
     Se você quiser ler, leia, o livro dá para o gasto quando as férias estão chatas e você (como diz minha mãe quando me pega lendo livros que não caem no vestibular) não tem nada melhor pra ler.

 Livro #01- "A Seleção"

 Livro #02- "A Elite"
 Livro #03- "A Escolha"
 Livro #04- "A Herdeira"

 -Giu

20 de janeiro de 2015

Série de livros Bruxos e Bruxas por James Patterson

Gênero: Ficção - Fantasia
Autor: James Patterson (e parcerias)
Páginas: "Bruxos e Bruxas" - 288 // "O Dom" - 288 // "O Fogo" - 272 // "O Beijo" - 304 // "Os Perdidos" - 384 (em inglês)
Ano de Publicação: 2009 - presente
Editora: Novo Conceito
ISBN-13: "Bruxos e Bruxas" - 978-8581632216 // "O Dom" - 978-8581632810 // "O Fogo" - 978-8581633855 // "O Beijo" - 978-8581635101 //"Os Perdidos" - 978-0316207705 

     "É como entrar em um pesadelo. Do nada, você é retirado de sua casa, preso, e acusado de bruxaria. Parece século 17, mas é o governo da Nova Ordem, e está acontecendo agora.
Sob a ideologia da Nova Ordem, O Único Que É O Único mantém seu poder à força, sem música, nem internet, nem livros, arte ou beleza. E ter menos de 18 anos já é motivo suficiente para que você seja suspeito de conspiração.
     Os irmãos Allgood estão encarcerados nesse pesadelo e, para escapar desse mundo de opressão e medo, terão que contar um com o outro e aprender a usar a magia.
     Do autor best-seller James Patterson, Bruxos e Bruxas é uma saga para se ler... antes que seja tarde."

     Eu gostei desses livros. Para mim eles foram uma leitura rápida.
     Patterson faz nesses livros tipo parcerias com outros escritores. Isso é diferente, talvez não original, mas continua (como em outros livros) sendo como uma carta trunfo. O primeiro livro foi feito em parceria com Gabrielle Charbonnet e começa do meio da história em um momento de tensão, o que é um pouquinho confuso mas logo em seguida vem um flashback. 
     Os personagens principais, Whit e Wisty Allgood narram a história alternadamente e ambos são MUITO engraçados na narrativa, principalmente Wisty. Eles são presos pelo Único que é Único (o qual eles fazem muitas piadas pelo seu título - sério, é muito engraçado) sem ao menos entenderem por que estão sendo acusados de bruxaria (afinal eles eram adolescentes normais que iam a escola, tinham amigos e implicavam um com o outro).
Capa do livros que já lançaram no Brasil.
     Acho que é isso que torna o livro legal, o modo cômico dos personagens, repleto de ironia e ao mesmo tempo drama e ação. Outra coisa boa é que o livro não é muito focado no romance então não fica aquela enrolarão típica de livros com pares e triângulos românticos. Também podemos perceber a censura e ditadura retratada no livro, a qual muitos países enfrentaram ou enfrentam.  O que achei desnecessário foi fazer um quarto livro, pois na minha opinião o terceiro já fechava a história. Também eles enrolam muito de vez em quando. Mas em geral o livro merece uma chance por conta dos pontos bons do livro.

 Livro #01- Bruxos e Bruxas, parceria com Gabrielle Charbonnet
 Livro #02- O Dom, parceria com Ned Rust
 Livro #03- O Fogo, parceria com Jill Dembowski
 Livro #04- O Beijo, parceria com Jill Dembowski
 Livro #05- Os Perdidos, parceria com Emiy Raymond (ainda não lançado no Brasil)

 -Giu

18 de janeiro de 2015

Série Marvel Agents of S.H.I.E.L.D.

Pôster primeira temporada.
  "A trama dos "Agentes da S.H.I.E.L.D." se passa depois da batalha de Nova York no filme Os Vingadores. O agente Phil Coulson (Clark Gregg) - cuja morte foi forjada por Nick Fury (Samuel L. Jackson) - organiza um pequeno grupo de agentes para resolver casos que ainda não foram classificados.
  A equipe consiste do correto agente Grant Ward (Brett Dalton), perito em combate e espionagem, da piloto e especialista em artes marciais agente Melinda May (Ming-Na Wen) e dos cientistas brilhantes mas introvertidos agente Leo Fitz (Iain De Caestecker) e agente Jemma Simmons (Elizabeth Henstridge). A eles se junta uma recruta civil, a hacker Skye (Chloe Bennet)." 

     Bem, essa série é basicamente de "super heróis" sem poderes; digamos que é o staff por trás dos Vingadores. Sim, na sinopse você leu certo, Phill, o simpático calvo do filme da Marvel está de volta e vivo. Como? Este é um dos assuntos tratados na série, afinal, a suposta morte dele foi bem feia.
     O cara vai liderar uma equipe bem variada e divertida de agentes (alguns não tão bem treinados e outros que poderiam te matar antes de você perceber). Os personagens são incríveis, temos o gostoso do Agente Ward, treinado na Academia da S.H.I.E.L.D. (sim, eles tem isso!) e com músculos... adoráveis. Temos a foda (desculpe, mas não há melhor palavra para descreve-la) da Agente May, uma asiática durona que desconhece o significado de perder uma luta, a atriz que a faz tem mais de 50 anos e faz coisas que eu que tenho tipo 1/3 da idade dela sonharia em fazer. Não há apenas agentes treinados para entrar em ação, veja Fitz e Simmons, um par de mini-genios britânicos (dat accent *-*) capazes de resolver os maiores problemas biológicos, físicos e tecnológicos. que o time tem que enfrentar. A personagem que eu diria que tem mais destaque é Skye, uma jovem hacker misteriosa atrás de segredos de seu passado.
     Os efeitos especiais e tecnologias legais da série me preocuparam se não afetariam os orçamentos da série, pois se sabe que séries que gastam muita grana acabam sendo canceladas. Porém, até agora a série vai - graças a Deus - bem.
     O enredo não decepciona: mistérios de monte, ameaças intergaláticas, aliens, muita ação e, claro, aquela amarrada com os outros filmes típicos do Universo Marvel.
     Se vale a pena ver? Com certeza! Se você gosta da Marvel, vá em frente! Mas eu recomendo que você tenha assistido a todos os filmes da Marvel relacionadas ao seu Universo, pois tem (sempre né Marvel?) muitas menções de eventos ocorridos neles.
     A segunda temporada desvenda muitos mistérios, o que é bom porque muitas séries se perdem na segunda temporada.
     Espero que você curta a série do jeito que curti.
     Ah! O Stan Lee, como de costume, aparece em um dos episódios!


Produtores:
Marvel Studios e ABC Studios
Criadores: Joss Whedon, Jed Whedon e Maurissa Tancharoen
Gênero: Drama - Ação - Ficção Científica - Aventura
Emissora que transmite nos EUA: ABC
Emissora que transmite no Brasil: Sony
No. de temporadas: 3
Status: Em hiatos da 3ª temporada / retorno em 8 de março (EUA)
Tempo por episódio: ~ 42 minutos
Ano de Exibição: 2013 - presente


-Giu

17 de janeiro de 2015

Livro Fire & Flood por Victoria Scott

Gênero: Fantasia - Ficção Científica - Infanto-Juvenil
Autor: Victoria Scott
Páginas: 320
Ano de Publicação: 2014
Editora: Fundamento
ISBN-13: 978-0545537469

  "Tella Holloway o está perdendo. O irmão dela está doente, e quando uma dúzia de médicos não pode determinar o que está errado, seus pais decidiram se mudar para Montana por causa do ar fresco. Ela perdeu seus amigos, seus pais a estão deixando louca, seu irmão está morrendo — e ela é impotente para conseguir mudar qualquer coisa.
   Até que ela recebe uma misteriosa instrução sobre como se tornar uma concorrente no Brimstone Bleed. É uma corrida épica através da selva, deserto, mar e montanha, em que, se vencesse, ela ganharia o prêmio que ela desesperadamente deseja: a cura para a doença do seu irmão. Mas todos os competidores estão precisando da cura para as pessoas que amam, e não há nenhuma garantia de que Tella (ou algum deles) sobreviverá à corrida.
   A selva é aterrorizante, o relógio está correndo e Tella sabe que não pode confiar nos aliados que ela faz. E surge uma pergunta: por que tem tantas pessoas doentes em primeiro lugar?".
   Achei esse livro por acaso num grande site americano (eu acho) de livros: o Goodreads. Recebi um email newsletter que sugere livros dele - o que vale muito a pena nesse site -, e entre eles estava Fire & Flood.
   O livro lembra muito Jogos Vorazes, porém as mudanças no enredo em relação à obra de Suzanne Collins são significativas. Primeiramente, a história se passa no presente, e o problema sofrido por Tella em relação ao irmão não é um problema vivido por todos (embora se perceba que é vivido por muitos), também o objetivo do jogo é chegar à linha de chegada primeiro e enfrentar os problemas das arenas (sim, tem mais de uma), sem, bem, morrer. O que é legal é que cada participante recebe um animalzinho ou algo do tipo com habilidades especiais e o de Tella é muitooooo fofo e dócil! Esses animais tem um papel muito importante na sobrevivência de seus novos donos.
   Obviamente, como quase todos os livros dos dias de hoje, o livro termina com muitos mistérios não resolvidos, sendo que alguns poderiam ter sido revelados no primeiro livro. Mas fora isso, o livro é muito bom: bem escrito, a história prende o leitor, o personagem masculino é meio diferente dos de outros livros e Tella é várias vezes engraçada.    
 Infelizmente, o livro ainda não lançou no Brasil, mas é fácil achar ele traduzido por fãs na internet. Se você gostou de Jogos Vorazes tenho certeza que vai gostar desse livro, uma vez que não o imita, apenas o lembra.

Livro Fire & Flood por Victoria Scott
Livro #01- "Fire & Flood" (direitos autorais comprados pela Editora Fundamento)
Livro #02- "Salt & Stone" (lançamento nos EUA previsto para fevereiro de 2015)

-Giu

Obs.: Quer ver outra avaliação desse livro, feita por -L? Clique aqui

15 de janeiro de 2015

Resenha Série Starters


Gênero: Ficção - Distopia
Autor: Lissa Price
Páginas: 367
Ano de Publicação: 2012 - 2014
Editora: Novo Conceito
ISBN-13: 978-8581630144

   "Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neuro chip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado."

     Starters é uma duologia (a série é composta por dois livros e um conto) meio bizarra. A primeira coisa que me chamou a atenção foi uma crítica escrita na capa "Fãs de Jogos Vorazes irão amar". Até hoje não entendi o porque disso; não tem nada a ver com jogos vorazes, mas eu sou tributo e amei a série, então, afinal, a crítica não estava errada. Se eu tivesse a chance de fazer uma pergunta para a autora, provavelmente seria: "O que você fumou pra pensar nisso?". Porque sério, a história é muito surreal! É uma distopia e a história se passa no futuro. Muita gente fala que a ideia não foi original, mas eu discordo disso. Me fala um livro que tem algo que nem a Prime Destinations... Viu? É disso que eu estou falando.
     O país foi atingido por uma praga, e os mais frágeis - jovens (starters) e os idosos (enders) - foram vacinados primeiro. O problema é que não deu tempo de vacinar as pessoas entre 20 e 60 anos, então todos perderam os seus pais e os que não tinham avós ficaram órfãos, como no caso da Callie. Os livros são surpreendentes. Tem várias cenas de ação e reviravoltas, e quando revela quem é O Velho, o dono da Prime Destinations, é uma descoberta emocionante. No livro mostra que a Prime Destinations é super corrupta e, junto com alguns integrantes do governo, ela tem uma meta muito mais obscura do que só alugar corpos. Já faz um tempo que eu li, então não vou entrar muito em detalhes porque eu não lembro haha. Enfim, o final é muito bom, o que é muito raro para uma distopia, que sempre tem muita tragédia e metade dos personagens morrem. Recomendo que você leia, principalmente se gosta de jogos vorazes, distopias e ficção cientifica.


Conto 0.5: Retrato de uma Starter
Livro 1: Starters
Livro 2: Enders

Kisses, -L