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26 de fevereiro de 2016

Filme O Quarto de Jack (indicado ao Oscar 2016)

     "Joy (Brie Larson) e seu filho, Jack (Jacob Tremblay), vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade."

     Desde que vi o trailer me interessei por esse filme. A história é baseada em um livro homônimo de Emma Donoghue. Depois de ver o filme, entendi porque foi indicado ao Oscar e muitos outros prêmios.
     A história é pesada, assuntos polêmicos como cárcere privado, estupro e violência à mulher são abordados nesse filme. O esforço de uma mãe para proteger e dar um lar normal e amoroso ao seu filho, mesmo que tudo indique o contrário, é algo que nos deixa boquiabertos.
     Tiveram muitos momentos nesse filme em que quase chorei. Esse filme é emocionante e surpreendente do começo ao fim. Também há alguns comentários ingênuos e fofos de Jack que faz quebrar um pouco esses momentos mais sentimentais.
     Falando nesses comentários posso dizer que fazem toda a diferença no filme e mostra a versatilidade desse pequeno ator. Eles também nos emocionam e nos fazem entender ainda melhor os esforços da mãe para proteger seu filho, alem de firmar as descobertas de Jack.
     Quando tudo muda e Jack e sua mãe conseguem escapar é impressionante ver Jack, que até então pensava que o mundo se restringia ao "Quarto", descobrir a vastidão e as possibilidades que realmente existem no planeta.
     Os atores são MUITO bons. Os papéis, principalmente o de Jack e de sua mãe, exigem uma transmissão de emoções muito intensas. Eu acho que Brie Larson merece o Oscar de melhor atriz. Também achei ridiculamente injusto o fato de Jacob Tremblay, que faz Jack, não ter sido indicado ao Oscar. A maturidade exigida para fazer esse papel era enorme e o menininho provou, de forma espetacular, que a tinha.
     Embora não pareça, pelo gênero do filme, a caracterização dos personagens é incrível. Brie não utilizou nenhuma maquiagem nas cenas. O quarto também é um cenário impressionante que não é tratado apenas como um cômodo por Jack.
     Esse filme é muito bom e emocionante: ele trata de uma maneira singular assuntos muito delicados. Acho que merece faturar pelo menos um Oscar porque é um trabalho incrível. Torço para que ganhem o mais esperado da noite: o de melhor filme. Eu recomendo muito ver esse filme.

-Giu

Trailer: YouTube
Gênero: Drama, Suspense
Direção: Lenny Abrahamson
Ano de produção: 2015
País de origem: Canadá, Irlanda
Data de lançamento: 18 de fevereiro de 2016
Distribuição: Universal Pictures
Duração: ~2h00
Faixa etária: 14 anos
Mais informações: AdoroCinema

8 de fevereiro de 2016

Resenha Livro Magnus Chase e os Deuses de Asgard: a Espada do Verão


A Espada do VerãoAutor: Rick Riordan
Gênero: Infanto Juvenil, Fantasia, Mitologia Nórdica
Número de páginas: 448
Ano de publicação: 2015
Editora: Intrínseca
ISBN-13: 9788580577952

     "Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida...
     A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, lutando para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph - um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico.
     As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve ir em uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. A espada do verão é o primeiro livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard, a nova trilogia de Rick Riordan, agora sobre mitologia nórdica."


     Okay, vou ser sincera com você: como uma boa semideusa, eu só comprei esse livro porque disseram que o tio Rick tinha escrito sobre a Annabeth. Não é algo que eu me orgulho, mas com certeza eu não me arrependo. Mas, antes que você crie esperanças (aliás, se por acaso você não faz ideia do que eu estou falando corra para a livraria mais próxima de você e compre os livros de percy jackson, grata), a Annabeth quase não aparece muito.
     A história é sobre Magnus, um menino que perdeu a mãe e desde então é morador de rua. O que eu gostei bastante foi do sarcasmo dele, que ficou bem presente já que é ele quem narra a história em primeira pessoa.

"Finalmente, paramos em frente à porta onde estava escrito MAGNUS CHASE.
Ao ver meu nome gravado em ferro, rodeado de runas, comecei a tremer. Minhas últimas esperanças de que tudo aquilo fosse um erro, uma pegadinha de aniversário ou uma confusão cósmica evaporaram. O hotel estava me esperando. Tinham escrito meu nome corretamente e tudo."
     Magnus vive uma vida normal, até ser atacado no seu aniversário de dezesseis anos por um gigante nórdico do fogo. Depois disso, as coisas só vão por "água abaixo". Ele descobre que a salvação de toda a humanidade depende dele e de algum objeto místico.
     Aliás, por mais que eu tenha adorado o livro, não consegui me segurar e acabei comparando com o livro Ladrão de Raios diversas vezes, desculpa tio Rick, você sabe que eu te amo, mas cara, teve uma falta de criatividade deprimente nesse livro. Se você generalizar as coisas, irá perceber que as histórias são idênticas. Garoto aleatório (Percy e Magnus) que não tem a ver com absolutamente nada, mas tem que achar um objeto mágico (a espada e o raio), e tem uma profecia, e tem que evitar o fim do mundo, arma que se transforma num objeto comum, etc etc etc. Mas ainda assim, sempre que Percy Jackson era citado indiretamente batia um sentimento de nostalgia que meu deus.
"A espada pulsou, quase como se tivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi."
     Em falar na espada, ela é definitivamente meu personagem favorito haha. Os outros personagens são okay, eu sinto que a história deles podia ter sido aproveitada um pouco mais, mas talvez isso aconteça porque o livro todo é narrado pelo ponto de vista do Magnus.
     A escrita não me prendeu exatamente, mas não foi um obstáculo. É aquele tipo de leitura que não te faz devorar as páginas como se esse fosse uma fonte de água infinita no meio do deserto mas ao mesmo tempo você não termina a leitura no próximo século.
     O que me complicou um pouco foi a mitologia nórdica. Cada nome é grotesco, e até cordas tem um nome gigante. Ah, e as vezes a mesma coisa tem vários nomes: um normal, um complicado, um impossível e por aí vai.
     Uma coisa que me deixou um pouco frustrada é que esse livro é para pessoas na faixa etária dos doze então isso me incomodou um pouco, porque tinha uns trechos meio infantis. Então, se você leu quando era pequena(o) PJO, provavelmente irá sentir isso também.
     Esse livro não se tornou um dos meus livros preferidos, mas não me arrependi de o ter lido. Se você quer conhecer um pouquinho sobre mitologia nórdica ou quer rir de maneira estranha enquanto lê um livro, esse aqui é ideal para você.


Kisses, -L

16 de janeiro de 2016

Rollerball (1975 e 2002) - Original X Regravação

  • Rollerball - Os Gladiadores do Futuro (1975)


     "Em uma sociedade do futuro na qual não há mais guerra e os países foram substituídos por corporações existe Rollerball, um violento jogo criado para aliviar as tensões e controlar a população, demostrando a futilidade do individualismo. É um jogo extremamente difícil, criado para não ter ídolos. No entanto, Jonathan E. (James Caan), o maior astro deste jogo, desafia as normas estabelecidas pelo poder e recusa a se aposentar. Então as regras do jogo são drasticamente mudadas, para destruí-lo ou matá-lo."

Gênero: Ficção Científica/ Ação
Direção: Norman Jewison
Ano de Produção: 1975
País de Origem: EUA - Inglaterra
Data de Lançamento: 25 de junho de 1975 (EUA), data desconhecida no Brasil
Distribuidora: Warner Bros.
Duração: 2h05min
Faixa Etária: 12 anos
Mais Informações: Adoro Cinema

  • Rollerball (2002)
     "No futuro próximo, a necessidade do público por atrações mais fortes e violentas faz surgir um novo tipo de esporte, o Rollerball. Esta modalidade de entretenimento mistura velocidade, perigo e estratégia em equipe, o que eleva Jonathan Cross (Chris Klein) a categoria de estrela mais popular do fenômeno. Junto de sua equipe, Marcus Ridley (LL Cool J) e de Aurora (Rebecca Romijn), eles conseguem todas as mordomias que o dinheiro pode proporcionar e, ao mesmo tempo mantém o público satisfeito com sua dose diária de emoções. O criador do novo esporte, Petrovich (Jean Reno), vê novas possibilidades de aumentar o sucesso e consequentemente os ganhos, ao alterar as regras tornando tudo ainda mais perigoso e mortal. Aliado a ânsia de lucros das grandes emissoras e patrocinadores, logo o esporte será praticado sem regras, levando a audiência ao delírio e fortuna e morte para os jogadores."

Gênero: Ficção Científica/ Ação
Direção: John McTiernan
Ano de produção: 2001
País de Origem: Estados Unidos - Alemanha - Japão
Data de lançamento: 09 de agosto de 2002
Distribuidora: Columbia TriStar
Duração: 98 minutos
Faixa etária: 14 anos
Mais informações: Wikipédia


     O primeiro filme que assisti foi a regravação, que como em praticamente todos os casos, foi muito criticada e teve baixos índices de bilheteria. Ao contrário de muitos, eu adorei o filme. Não achei a gravação das mais excepcionais, mas a história é fantástica! Conforme as coisas vão piorando pro lado dos protagonistas, o verdadeiro antagonista vai dando as caras, tornando o final surpreendente (e esperançoso!).
     Em ambos os filmes, o objetivo final é o mesmo (sendo mais eminente na regravação), porém todo o resto do enredo difere, principalmente com relação aos personagens e às pistas que são entregues para se descobrir quem é o vilão da história. No original, o protagonista vai percebendo por si só que há coisas erradas acontecendo, criando um verdadeiro herói desde o início. No filme mais recente, como grande parte das personagens é mais jovem (assim como o protagonista), este só percebe que estão manipulando-o ao ser avisado por alguém que ama, iniciando seu raciocínio para resolver isso.
     Outra coisa que os difere é que no filme de 1975 o protagonista não tenta fugir para se salvar junto com seu amigo, enquanto que na regravação isso ocorre, o que acabou apontando o quão poderoso o antagonista era pelo modo que impediu que isso ocorresse. No entanto, a falta de uma cena como essa não afetou a força do vilão no filme original, já que outras cenas puderam demonstrar (talvez com mais sutileza, mas bem evidente) o controle do antagonista sobre as pessoas. Fantástico, os dois!
     Como os dois filmes são muito divergentes, vale a pena assistir aos dois (eu sugeriria assistir a regravação antes do original). Quem sabe assim começamos a perceber quem são os nossos verdadeiros inimigos...


-Ana L

9 de fevereiro de 2015

Filme O Grande Hotel Budapeste (indicado ao Oscar 2015)

     "No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX."

     Baseado em diversos trabalhos do escritor austríaco Stefan Zweig, "O Grande Hotel Budapeste" traz em seu elenco Tony Revolori como o mensageiro do hotel Zero Moustafa e Ralph Fiennes como o gerente do hotel Gustave H. Os dois se tornam grandes amigos e Zero se mostra sempre fiel ao seu gerente, principalmente nas horas de crise. 
     O filme começa depois dos eventos vivenciados pelos dois, sendo narrado em flashback por um velho Zero (F. Murray Abraham) para um jovem escritor (Jude Law, Watson da franquia Sherlock Holmes), contando tudo o que aconteceu na época de auge do Hotel Budapeste. Esse começo é interessante mas um pouquinho confuso e chatinho, mas conforme o filme vai se desenrolando ele vai ficando interessante e engraçado. 
     O trama se dá quando uma senhora rica, amante de Gustave, é encontrada morta e as suspeitas se caem sobre ele. Zero tem então que ajudar seu amigo a se safar dessa e provar a sua inocência, custe o que custar.
     Os cenários são muito bonitos, o hotel, por exemplo, é uma bela construção que mais parece um castelo. Os personagens também são incríveis: Zero com seu jeito meigamente fiel e dedicado, e Gustave sendo comicamente educado (típico de gerente de um hotel daqueles). Os dois se metem em várias confusões, um pouco cansativas, mas hilárias. 
     Como já disse, o começo é um pouco chato, no entanto, o final é bem legal, valendo a pena passar pelo início esquisito.
     A longa-metragem está concorrendo a 9 prêmios no Oscar desse ano, entre eles de melhor filme,  diretor, roteiro, fotografia e maquiagem. Também concorreu a outros prêmios, ganhando alguns deles.
     O filme é legalzinho e divertido. Se você gosta de filmes passados na década de 30/40 e de comédia, de certa forma, inteligente, vai gostar de "O Grande Hotel Budapeste".

Trailer: YouTube
Gênero: Comédia / Drama / Policial
Direção: Wes Anderson
Data de Produção: 2014
Data de lançamento: 3 de julho de 2014
Distribuição: Fox
Duração: ~ 1h40
Faixa Etária: 14 anos
Mais informações: AdoroCinema

-Giu