11 de fevereiro de 2016

Pollyanna: Livro vs. Filmes

  • LIVRO
Gênero: Clássico - Infanto Juvenil
Autor: Eleanor H. Porter
Páginas: 184
Ano de Publicação: 1913 (1ª edição)
Editora: Companhia Editora Nacional
ISBN-13: 978-85-342-3090-2

     "Embarque na emocionante história da doce Pollyanna, que, após ficar órfã aos 11 anos, vai morar com a sua amarga tia. Essa convivência, aparentemente impossível, vai transformar a vida de ambas e de todos à sua volta. Este livro, um dos mais traduzidos e adaptados romances do século XX, carrega a intensa mensagem positiva de que todas as coisas podem ser melhores, dependendo da forma como as olhamos."



  • FILME 1960
     "Na pequena cidade de Americana você descobrirá Pollyana (Hayley Mills), uma pequena órfã que ilumina a vida de todos que a conhecem. Sua tia Polly (Jane Wyman), preocupada com aparências, política e posses, tem problemas em aceitar a alegria da sobrinha. Somente quando a cidade quase perde a sua habitante mais querida, é que tia Polly entende a importância do amor e da esperança."

Gênero: Drama - Aventura
Direção: David Swift
Ano de Produção: 1960
País de Origem: EUA
Data de Lançamento: 08 de julho de 1960
Distribuidora: Disney Buena Vista
Duração: 2h14min
Faixa Etária: Livre
Mais Informações: Interfilmes

  • FILME 1919
     "Pollyanna (Mary Pickford), uma menina de onze anos, após a morte de seu pai, um missionário pobre chamado John Whittier (Wharton James), se muda de cidade para ir morar com uma tia rica e severa que não conhecia anteriormente. No seu novo lar, passa a ensinar, às pessoas, o "jogo do contente" que havia aprendido de seu pai. O jogo consiste em procurar extrair algo de bom e positivo em tudo, mesmo nas coisas aparentemente mais desagradáveis."

Gênero: Comédia - Drama
Direção: Paul Powell
Ano de Produção: 1919
País de Origem: EUA
Data de Lançamento: 18 de janeiro de 1920 (EUA)
Distribuidora: United Artists
Duração: 58min
Faixa Etária: Livre
Mais Informações: Wikipedia (em inglês)


10 de fevereiro de 2016

Downton Abbey

Imagem publicitária da última temporada
      "No início do século XX, a família Crawley luta para manter o legado de Downton Abbey. Após a morte de um parente que estava à bordo do Titanic, Robert Crawley (Hugh Bonneville) descobre que o novo herdeiro da propriedade é um sobrinho distante, Matthew Crawley (Dan Stevens), um advogado com pensamentos modernistas. Enquanto Robert e sua esposa Cora (Elizabeth McGovern) se preocupam com o futuro das suas filhas, Mary (Michelle Dockery), Edith (Laura Carmichael) e Sybil (Jessica Brown Findlay), os empregados da mansão trabalham para manter a rotina da família, com todas as regras da época."

     Me indicaram a série em 2015. Demorei um pouco pra começar a assistir devido à duração de cada episódio ser longa, mas assim que comecei a ver, não consegui mais parar.
     A série relata a história de uma família riquíssima da Inglaterra, dona da humilde mansão Downton Abbey. A história se inicia com o Titanic, passando pelas grandes guerras mundiais e outros problemas que causam grandes mudanças no pensamento da sociedade britânica - e no resto do mundo também. Além disso, ao longo da série a história dos empregados da casa é revelada, assim como seus esquemas de trabalho e a noção de hierarquia presente na época.
     No início da série, Mary me faz odiá-la loucamente por conta de sua grosseria, principalmente contra sua irmã Edith, mas depois acabei me acostumando e meu ódio se tornou amor hahaha. Matthew é um dos meus personagens favoritos sem dúvida alguma, assim como Sybil e seu namorido - lindos demais s2.
     Uma das coisas mais interessantes da série é ver os hábitos das grandes famílias e de seus empregados durante o século passado, observando as mudanças desses hábitos com o tempo. É impressionante como grandes caos provocam mudanças tão significativas no modo de vida das pessoas, o que é bem interessante observar comparando a primeira temporada com os demais episódios.
Princesa Kate Midleton visita elenco da última temporada
     Admito que algumas coisas da série me traumatizaram levemente, mas foram necessárias para apresentar outras ideias da época, como com relação à medicina, ainda muito "medieval". Muitos detalhes históricos são apresentados ao longo dela, e alguns deles são perceptíveis até mesmo na decoração de fundo (adoro observar tudo nessas obras históricas xD).
     Por fim, só para avisar vocês, não querendo convencê-los logo de cara a ver a série, longe de mim fazer isso, 3 coisas são extremamente importantes de serem listadas:
  • A atriz Maggie Smith, linda e maravilhosa como sempre e famosa pelo seu papel em Harry Potter como Professora Minerva McGonagall, interpreta, na série, a vovó Violet Crawley, bravinha mas fofa.
  • A atriz Penelope Wilton, conhecida por interpretar a Sra. Gardiner em "Orgulho e Preconceito" e fazer parte do grande elenco de "O Exótico Hotel Marigold" como Jean Ainslie, também participa da série (em seu segundo trabalho com Maggie Smith) como a personagem Isobel Crawley, mãe de Matthew.
  • Dan Stevens, que em "Uma Noite no Museu 3" interpreta Sir Lancelot - gatíssimo - (e em 2017 interpretará a Fera em "A Bela e a Fera"), na série interpreta Matthew Crawley, parente da família principal.
     Bom, depois da listagem que não tinha o menor objetivo de te convencer ainda mais a assistir a uma das minhas séries favoritas, claro que não, acredito que te convenci a assistir Downton Abbey! Ebaaa! Espero que gostem da série e comentem o que acharam ;)

-Ana L



Produtores: Liz Trubridge, Nigel Marchant
Criadores: Julian Fellowes
Gênero: Drama - Histórico
País de Origem: Reino Unido
Emissora: ITV (Reino Unido) / Disponível no Netflix
Temporadas: 6
Status: Finalizada
Tempo por Episódio: 45 - 67min
Ano: 2010 - 2015
Lançamento: 26 de setembro de 2010

9 de fevereiro de 2016

Série Fear The Walking Dead (spin-off de The Walking Dead)

     "Contextualizada no mesmo universo de The Walking Dead, a série Fear The Walking Dead é um drama que explora o início do apocalipse dos mortos-vivos através do retrato de uma família em crise. Situada em uma cidade aonde as pessoas vão para escapar, para esconder seus segredos e enterrar seus passados, a trama mostra que um súbito surto ameaça perturbar a pouca estabilidade que resta à supervisora de Ensino Médio Madison Clark (Kim Dickens) e ao professor de inglês Travis Manawa (Cliff Curtis).
     A pressão cotidiana de unir as duas famílias, lidando com crianças que cresceram cheias de ressentimento, precisa ficar em segundo plano quando a sociedade começa a ruir. Com a necessidade de evoluir, em um cenário em que somente os mais aptos sobrevivem, a família disfuncional deve se reinventar ou se entregar às suas histórias obscuras."


     Uma das coisas mais requisitadas pelos fãs de "The Walking Dead" é algum indicio de como a apocalipse zumbi começou e como que foram os primeiros dias do caos. Essa série alivia essa nossa vontade.
     Situada em Los Angeles, o spin-off de "The Walking Dead", na minha opinião, é muito diferente da série original. O ambiente é urbano e, como a série se passa no início da apocalipse, o caos é maior e a chance das coisas darem erradas são enormes. Além disso, os personagens são apresentados antes da apocalipse, então eles parecem mais normais do que na outra série. Por conta disso, posso dizer que a série dá muito mais medo do que a história de Rick. Há um maior senso de semelhança com o mundo real.
     É possível observarmos bem o desespero da família que, aliás, é diferente das famílias tradicionais: temos um jovem drogado, um filho de pais divorciados rebelde e um casal que luta para ser aceito pelos seus filhos (que são fruto de relacionamentos passados dos dois). Essa parte de "jovens rebeldes" me irritou um pouco porque cai nessa falsa mesmice de que adolescente é rebelde e chato.
     Uma outra coisa que nos deixa tensos é que, como é bem o início da apocalipse, qualquer um pode estar infectado e virar zumbi sem que os personagens principais reparem a mudança, afinal não existem zumbis, né? E a série usa disso pra nos deixar ainda mais assustados, colocando pessoas de costas e estáticas de forma que você não sabe se ele é zumbi ou humano (no TWD dá pra saber melhor, eu acho). Além disso, como sabemos dos perigos desse novo mundo pela série original (e HQ) e os personagens não, dá ainda mais pânico ao assistir alguns atos comuns dos personagens, mas que agora podem ser mortais.
     Também encontramos repostas sobre o que aconteceu com as autoridades que deveriam estar cuidando da população assustada e ainda quais foram as medidas preventivas no início da disseminação do vírus. Mas vale lembrar que não há menção de como que o vírus foi espalhado, e que acredito que nunca saberemos, já que os criadores resolveram que não falarão sobre isso.
Elenco da série
     Em relação aos personagens, tem uns legais e uns meio sem graças; eu particularmente gostei do Nick Clark (o jovem que usa drogas), interpretado por Frank Dillane, que tem um jeito engraçado ao se deparar com a apocalipse. A irmã dele Alicia (Alycia Debnam-Carey) também é legal, tem um jeito irônico e um cabelo fabuloso que juro que se continuar assim durante a apocalipse vou perder a credibilidade na série.
     O enredo realmente é tenso, talvez o mais tenso de todas as séries que já vi. É realmente uma série emocionante que te faz pensar o que você faria no lugar dos personagens nessa situação de início de apocalipse.
     Eu suuuper recomendo essa série. Mesmo que você não curta muito TWD, essa aqui é diferente. A tensão faz com que fiquemos engajados e esqueçamos que o tempo passou e que o episódio já está acabando.
    Ah! Também, juntamente com o início dessa série, o pessoal da AMC lançou uns episódios de um minuto que mostram um avião que irá decolar bem quando a apocalipse começa a causar caos e possui um dos passageiros infectados. O nome do programa é Flight 462 e pode ser facilmente achado na internet.

-Giu

Produtores: Dave Erickson, Robert Kirkman, Gale Ann Hurd, David Alpert, Greg Nicotero
Criadores: Dave Erickson, Robert Kirkman
Gênero: Terror, Drama, Suspense, Pré-Apocalipse 
Emissora que transmite nos EUA: AMC
Emissora que transmite no Brasil: AMC
Temporadas: 1
Status: Renovada para segunda temporada (estreia dia 10 de abril de 2016)
Tempo por episódio: ~42 minutos
Ano: 2015-presente
Data de lançamento: 23 de agosto de 2015 

8 de fevereiro de 2016

Resenha Livro Magnus Chase e os Deuses de Asgard: a Espada do Verão


A Espada do VerãoAutor: Rick Riordan
Gênero: Infanto Juvenil, Fantasia, Mitologia Nórdica
Número de páginas: 448
Ano de publicação: 2015
Editora: Intrínseca
ISBN-13: 9788580577952

     "Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida...
     A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, lutando para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph - um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico.
     As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve ir em uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. A espada do verão é o primeiro livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard, a nova trilogia de Rick Riordan, agora sobre mitologia nórdica."


     Okay, vou ser sincera com você: como uma boa semideusa, eu só comprei esse livro porque disseram que o tio Rick tinha escrito sobre a Annabeth. Não é algo que eu me orgulho, mas com certeza eu não me arrependo. Mas, antes que você crie esperanças (aliás, se por acaso você não faz ideia do que eu estou falando corra para a livraria mais próxima de você e compre os livros de percy jackson, grata), a Annabeth quase não aparece muito.
     A história é sobre Magnus, um menino que perdeu a mãe e desde então é morador de rua. O que eu gostei bastante foi do sarcasmo dele, que ficou bem presente já que é ele quem narra a história em primeira pessoa.

"Finalmente, paramos em frente à porta onde estava escrito MAGNUS CHASE.
Ao ver meu nome gravado em ferro, rodeado de runas, comecei a tremer. Minhas últimas esperanças de que tudo aquilo fosse um erro, uma pegadinha de aniversário ou uma confusão cósmica evaporaram. O hotel estava me esperando. Tinham escrito meu nome corretamente e tudo."
     Magnus vive uma vida normal, até ser atacado no seu aniversário de dezesseis anos por um gigante nórdico do fogo. Depois disso, as coisas só vão por "água abaixo". Ele descobre que a salvação de toda a humanidade depende dele e de algum objeto místico.
     Aliás, por mais que eu tenha adorado o livro, não consegui me segurar e acabei comparando com o livro Ladrão de Raios diversas vezes, desculpa tio Rick, você sabe que eu te amo, mas cara, teve uma falta de criatividade deprimente nesse livro. Se você generalizar as coisas, irá perceber que as histórias são idênticas. Garoto aleatório (Percy e Magnus) que não tem a ver com absolutamente nada, mas tem que achar um objeto mágico (a espada e o raio), e tem uma profecia, e tem que evitar o fim do mundo, arma que se transforma num objeto comum, etc etc etc. Mas ainda assim, sempre que Percy Jackson era citado indiretamente batia um sentimento de nostalgia que meu deus.
"A espada pulsou, quase como se tivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi."
     Em falar na espada, ela é definitivamente meu personagem favorito haha. Os outros personagens são okay, eu sinto que a história deles podia ter sido aproveitada um pouco mais, mas talvez isso aconteça porque o livro todo é narrado pelo ponto de vista do Magnus.
     A escrita não me prendeu exatamente, mas não foi um obstáculo. É aquele tipo de leitura que não te faz devorar as páginas como se esse fosse uma fonte de água infinita no meio do deserto mas ao mesmo tempo você não termina a leitura no próximo século.
     O que me complicou um pouco foi a mitologia nórdica. Cada nome é grotesco, e até cordas tem um nome gigante. Ah, e as vezes a mesma coisa tem vários nomes: um normal, um complicado, um impossível e por aí vai.
     Uma coisa que me deixou um pouco frustrada é que esse livro é para pessoas na faixa etária dos doze então isso me incomodou um pouco, porque tinha uns trechos meio infantis. Então, se você leu quando era pequena(o) PJO, provavelmente irá sentir isso também.
     Esse livro não se tornou um dos meus livros preferidos, mas não me arrependi de o ter lido. Se você quer conhecer um pouquinho sobre mitologia nórdica ou quer rir de maneira estranha enquanto lê um livro, esse aqui é ideal para você.


Kisses, -L

6 de fevereiro de 2016

Resenha Série How I Met Your Mother


Criadores: Carter Bays, Craig Thomas

Gênero: Comédia
Transmitida por: CBS
No. de temporadas: 9
Status: Finalizada
Tempo por episódio: ~22min 
Ano de exibição: 2014
Ministério da saúde recomenda: se você tem algo para fazer, não comece essa série de maneira nenhuma.
     Conselho dado, quem avisa amigo é. Agora, deixe me falar um pouquinho sobre essa série que me deixou louca.

     A série é narrada por um dos personagens principais, o arquiteto Ted Mosby. Ele conta toda a história da vida dele, com o objetivo de explicar para os filhos como ele conheceu a mãe deles. Acho que o motivo dessa série ser tão boa não foi exatamente a história, mas sim os personagens.
     Além do Ted, temos o casal super fofo Marshall e Lily, Robin, a canadense, e o Barney, o pegador. Na série, nos acompanhamos, durante nove temporadas muitas (muitas mesmo) risadas, a trajetória desses cinco, incluindo as suas conquistas e seus fracassos hilários.
     Um grande problema dessa série é que, se você vê muitos episódios de uma vez, talvez você comece a ver a série no seu dia a dia. De repente, aquele garoto que tenta consolar uma garota triste na balada passa de "fofo" para "idiota que quer se aproveitar da vulnerabilidade dela" (baseado em fatos reais). Ou senão você morre de vontade de fazer um "high five", sente uma ânsia louca de zoar canadenses, pensa que Nova Jersey é uma porcaria, ou quer sair por ai jogando laser tag.
      E, para complicar mais a vida, essa série é viciante. Eu ainda estou de férias, então ela é minha salvação do tédio absoluto. Mas eu altamente recomendo ela se você estiver na bad, porque ela é um ótimo remédio, e sem você nem perceber os seus problemas sumirão da sua cabeça e você não conseguirá parar de rir.
     Ahhhh, e se você precisa de mais algum motivo para assistir porque não confia no meu gosto excepcional para séries: TEM AS NOVE TEMPORADAS NA NETFLIX.


Kisses, -L

5 de fevereiro de 2016

Ladyhawke: O Feitiço de Áquila

      "Europa, século XII. O Bispo de Áquila (John Wood) toma consciência que sua amada, a bela Isabeau (Michelle Pfeiffer), está apaixonada por Etienne Navarre (Rutger Hauer), um cavaleiro. Áquila fica possuído de raiva e ciúme e lança uma maldição sobre o casal: de dia ela sempre será um falcão e de noite Navarre toma a forma de um lobo, sendo que desta forma fica o casal impedido de se entregar um ao outro. Eles têm como único aliado Phillipe Gaston (Matthew Broderick), mais conhecido como Rato, que é o único prisioneiro que escapou das muralhas de Áquila."

     Clássico dos anos 80, "Ladyhawke: O Feitiço de Áquila" era um dos filmes que meu pai mais queria que eu assistisse - dentre outros estavam "O Senhor dos Aneis", "Em Busca do Cálice Sagrado", "Rollerball"... - e afinal assistimos, depois de longos anos dele me pedindo para ver. Hehehe.
     A história do filme é intrigante: num passado mágico e medieval, um bispo feiticeiro castiga sua amada Isabeau (Michelle Pfeifer) para se vingar por esta se apaixonar pelo cavaleiro Navarre (Rutger Hauer) em lugar dele. Meio louco? Total! Ao menos eu acho. Mas isso não é um problema, é claro, além do mais, filmes loucos são os mais intrigantes para mim (e este é só um resumo, muitas coisas ocorrem no filme que nos deixam muito animados).
     Ao longo do drama, as mudanças das personagens em lobo (Navarre, durante a noite) e falcão (Isabeau, durante o dia) ocorrem repetidas vezes, mas deles, quem mais aparece ao jovem Phillipe (lindo do Matthew Broderick com cara de neném) em forma de humano é o cavaleiro. É agoniante isso deles nunca conseguirem se encontrar devido ao feitiço, no entanto,é extremamente lindo o modo como eles se cuidam, aguardando o dia em que, talvez, poderão se ver novamente com ambos em forma de humanos.
     O longa é levemente lento e dramático em algumas partes - o que me faz classificá-lo como romântico, de certa forma -, o cuidado com a decoração é impressionante, algumas cenas são meio "pré-históricas" (mas pelo ano do filme isso é justificável) e a atuação dos atores é fantástica, na minha opinião. O fim do filme me deixou confusa se tudo ia ficar bem ou não, o que é bem raro de acontecer nos filmes atuais, em que, por mais que tentem, nós sempre achamos que vai dar tudo certo - e é o que geralmente acontece.
     Adorei o filme, e tenho certeza que você também vai adorar! Não julgue por ser antigo, confie em mim: a história é fantástica. (Dica: assista com um pouco de café do lado ;) )

-Ana L


Gênero: Fantasia
Direção: Richard Donner
Ano de Produção: 1985
País de Origem: EUA
Data de Lançamento: 1985
Distribuidora: 20th Century Fox / Warner Bros.
Duração: 1h57min
Faixa Etária: 12 anos
Mais Informações: AdoroCinema

4 de fevereiro de 2016

As Mulheres do Sexto Andar


Capa Original do DVD
     "Paris, anos 60. Jean-Louis Joubert (Fabrice Luchini) é um corretor da bolsa que leva uma vida tranquila ao lado da esposa, Suzanne (Sandrine Kiberlain). A vida do casal é alterada quando sua empregada domestica, que trabalha com eles há 20 anos, pede as contas. Em seu lugar é contratada a espanhola Maria Gonzalez (Natalie Verbeke), que passa a morar com a tia e outras conterrâneas no sexto andar do prédio, onde ficam os alojamentos dos empregados. Impulsionado pela simpatia da nova contratada, Jean-Louis se aproxima de Maria e suas colegas, descobrindo um universo até então desconhecido para ele."

     O interessante desse filme é que retrata um pouco da história cotidiana parisiense dos anos 60 ao mostrar a casa das domésticas do prédio no último andar, com seus patrões vivendo a baixo delas. Outra coisa que me chamou a atenção, foi que todas elas eram espanholas, e ao longo do filme, queixas das mesmas com relação à Espanha são frequentes, indicando o período em que a economia do país estava péssima e muitos tiveram de se retirar do mesmo para conseguir mais dinheiro.
     O longa apresenta uma história bonita e cheia de surpresas, sendo minhas partes preferidas as conversas dos filhos de Jean-Louis Joubert (Fabrice Luchini) - que são estranhamente pervertidos - e o momento em que este passa a conviver com o sexto andar, conhecendo a alegria e a espontaneidade das espanholas (assim como sua comida). 
     Gosto de comparar essa situação das empregadas com o que se vê na série Downton Abbey: enquanto na França estas ficavam em cima dos prédios, na Inglaterra (mesmo que, temporalmente, não seja a mesma coisa) os empregados dominavam os andares de baixo. 
     Na minha fase "Filmes Franceses", indico este como um dos mais divertidos que assisti, assim como o meu preferido de todos eles. Sandrine Kiberlain, atriz que interpreta a esposa de Jean-Louis, também fez parte do longa "O Pequeno Nicolau", filme infantil, baseado num desenho apresentado na TV entre 1956 e 1964. Amo muito essa atriz!
     Espero que assistam ao mesmo e comente o que acharam! Muitos tem preconceito com relação a filmes franceses, mas garanto que nem todos são lentos e chatos como todos dizem ;)

-Ana L


Gênero: Comédia
Direção: Philippe Le Guay
Ano de Produção: 2011
País de Origem: França
Data de Lançamento: 10 de Fevereiro de 2012
Distribuidora: Vinny Filmes
Duração: 1h46min
Faixa Etária: 12 anos
Mais Informações: AdoroCinema

1 de fevereiro de 2016

O que é ISBN-13?



      Em todos os nossos posts, buscamos apresentar todas as características que consideramos relevantes de um livro - gênero, autor, ano de publicação, editora... - e, dentre essa informações, há o ISBN, que acredito que poucos sabem para que serve e por que existe.
     Pois bem, neste post vamos tentar explicar o mais simples possível o que significa tal código numérico, onde encontrá-lo e no que usá-lo. Esperamos ajudá-los com esta postagem e, qualquer outra dúvida, acessem o site oficial da Agência Brasileira do ISBN, responsável pela fiscalização do código no país.





  • O que é ISBN-13?
     O ISBN é um código criado em 1967 - e tornado oficial no mundo inteiro a partir de 1972 - com o objetivo de identificar e classificar os livros conforme o título, o autor, o país e a editora, podendo haver alteração a cada nova edição. Em 2007, o código foi alterado atribuindo-se o prefixo 978, ampliando-se, assim, a capacidade do sistema, já que o número de publicações, edições e formatos (digital e impresso) vem aumentando muito a cada ano. Assim que o prefixo 978 se esgotar, o código seguinte será o 979, e assim sucessivamente (provavelmente).
  • O que significa a sigla do código?
     A sigla ISBN significa International Standard Book Number; tradução: Número Internacional Padronizado.
  • Como o código é escrito?
     A forma do código é 978 - 85 - 333 - 0400 - 5 (não publicamos aqui com todos os hífens, mas vamos tentar deixar a preguiça de lado em prol de ajudar vocês: treze números é fácil de se confundir com o do lado). Cada parte do código possui um significado:
     - 978: Prefixo EAN (numeração inicial do código de barras);
     - 85: Identificador do país, idioma ou grupo (no caso, 85 é referente ao Brasil);
     - 333: Identificador do editor;
     - 0400: Título; 
     - 5: Dígito de verificação.
  • Onde posso encontrar essa identificação?
     Em todos os livros é obrigatório, por lei, a identificação do ISBN no livro. O número está localizado no verso da folha de rosto, seguido por outras informações, e no pé da 4ª capa, do lado direito (este último nunca reparei, costumo procurar apenas pela folha de rosto mesmo).
  • Todos os códigos são fiscalizados pela Agência Brasileira do ISBN?
     Sim. O poder a eles é dado por meio da Agência Internacional do ISBN, responsável pela orientação às agências locais de como organizar o código. O número de identificação do editor (333, como apresentado na descrição acima) é responsabilidade exclusiva da Agência local, que no caso do Brasil é a Fundação Biblioteca Nacional (representante da Agência Brasileira do ISBN).
  • Ok, mas em que isso me ajuda?
     O código facilita a busca por uma edição específica de qualquer livro que você busque, facilitando que você encontre aquela edição especial e rara que tanto deseja, por exemplo, ou em caso de não saber o nome correto do livro por este ser parte de uma série em que todos os livros possuem o mesmo nome (acontece...). Além disso, facilita a organização e aumenta seu conhecimento com relação a livros. 


-Ana L, -Giu e -L

30 de janeiro de 2016

Série Jessica Jones (original Netflix-Marvel)


     "Desde que sua curta vida como super-heroína acabou de forma trágica, Jessica Jones (Krysten Ritter) vem reconstruindo sua carreira e passou a levar a vida como detetive particular no bairro de Hell's Kitchen, em Nova York, na sua própria agência de investigações, a Alias Investigations. Traumatizada por eventos anteriores de sua vida, ela sofre de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, e tenta fazer com que seus super-poderes passem despercebidos pelos seus clientes. Mas, mesmo tentando fugir do passado, seus demônios particulares vão voltar a perseguí-la, na figura de Zebediah Kilgrave (David Tennant), um obsessivo vilão que fará de tudo para chamar a atenção de Jessica."


     Essa era uma das inúmeras series que queria assistir mas não sabia quando poderia (quem que não tem uma lista quilométrica de séries pra ver hoje em dia, né?). Quando meu amigo recomendou, falando que era uma das melhores séries do Netflix, fui encorajada a movê-la para o topo da minha lista.
     Como ele tinha dito, os primeiros episódios são meio chatinhos e lentos, mas a partir do terceiro/quarto episódio fica MUITOOO bom. A série é bem estilo Marvel: ação e mistério. E também é muito girl power.
     A personagem principal, Jessica, tem aquele jeito irônico hilário e é literalmente forte e independente. Mas também nos é apresentada a Jessica frágil que ainda sofre com os traumas do passado, sofridos na mão de um ex-namorado manipulador, psicótico e muito perigoso que será o grande vilão da série que Jessica tentará parar. Por causa dessa coisa de namorado abusivo e a libertação da mulher, a série está sendo aclamada ainda que nela isso seja meio paranormal (você vai entender se assistir).
     Os outros personagens também são legais. O vilão, por exemplo, tem horas que você ama ele, mas heras que dá muita raiva dele. Achei legal como os personagens são apresentados como pessoas que se importam com Jessica, mesmo que ela recuse ter esses laços, e como isso vai formar uma espécie de "time" contra o vilão.
     A história, depois dos episódios lentos, me prendeu bem. Depois de conhecer o vilão e suas habilidades especiais dá para entender porque Jessica é paranóica em relação à ele.
     Tem algumas cenas meio violentas que dão um pouco de aflição. Também a série é gravada em ambientes escuros então eu recomendo assistir em um lugar com pouca luz se não não dá para enxergar nada.
Uma das frases sensacionais da série
     Diferentemente das outras series do Netflix, não há muitas cenas de sexo e nudismo (ainda bem porque essas cenas são muito awkward).
     Em relação ao universo Marvel, a serie se relaciona sutilmente com ele, mas ocorre sim nesse universo já que é mencionado o Hulk e o ataque que ocorreu em Nova York no filme Vingadores.
     Uma outra coisa que achei muito legal nessa série é que elas tem frases muito tipo vida! Sério, devem ter uns trilhares de GIFs no Tumblr sobre as frases da série.

-Giu


Produtores: Melissa Rosenberg, Jeph Loeb
Criadores: Melissa Rosenberg
Gênero: Ação, Aventura, Super-Heróis
Emissora (EUA/Brasil): Netflix
Temporadas: 1
Status: Renovada para 2ª temporada
Tempo por episódio: ~50min
Ano: 2015-presente
Lançamento: 20 de novembro de 2015

29 de janeiro de 2016

"Extraordinário" e "Auggie & Eu"


  • EXTRAORDINÁRIO (Wonder)

Gênero: Infanto Juvenil
Autor: R. J. Palacio
Páginas: 320
Ano de Publicação: 2013
Editora: Intrinseca
ISBN-13: 978-85-805-7301-5

     "August (Auggie) Pullman nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
     R. J. Palacio criou uma história edificante, repleta de amor e esperança, em que um grupo de pessoas luta para espalhar compaixão, aceitação e gentileza. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade – um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo o tipo de leitor."


  • AUGGIE & EU (Auggie & Me)

Gênero: Contos e Crônicas
Autor: R. J. Palacio
Páginas: 326
Ano de Publicação: 2015
Editora: Intrinseca
ISBN-13: 978-85-805-7841-6

     "A história de Auggie Pullman, o menino de aparência incomum que tem encantado milhares de leitores desde o lançamento do romance Extraordinário, em 2013, ganha agora novas perspectivas: Julian, Christopher e Charlotte, personagens da vida de Auggie, narram nos três contos reunidos no livro Auggie e eu seus encontros e desencontros com o amigo extraordinário.
O capítulo do Julian dá voz a um personagem controverso: o menino que liderava o bullying contra Auggie na escola. Enfim temos a oportunidade de entender o que o levou a agir dessa forma e o que Julian pensa das próprias ações. Em Plutão, o narrador é Christopher, o primeiro amigo de Auggie. Os dois meninos compartilham lembranças da infância e, apesar de terem se distanciado, aprendem que boas amizades sempre valerão um esforcinho a mais. Shingaling mostra Auggie pelos olhos de Charlotte, a única menina entre as três crianças escolhidas para apresentar a Auggie sua nova escola. Com ela entramos no universo das garotas e vemos como a chegada de Auggie afetou as relações entre elas.
     Para quem sente saudades do menino cativante de feições e personalidade extraordinárias e tem curiosidade em saber mais sobre sua história, Auggie & eu é um verdadeiro presente."



     Fiquei curiosíssima pela capa do primeiro livro (não que o segundo seja uma continuação, porque não é, "é um complemento" como diz o autor). Ninguém nunca tinha me sugerido ler, nem havia lido a respeito quando o encontrei na livraria. Pensei que talvez fosse um livro para crianças, ou algo do gênero... Mas uma coisa é certa: "Nunca julgue um livro(menino) pela capa(cara)". O segundo livro engloba 3 personagens que não possuem seus depoimentos escritos na 1ª edição. Uma delícia a autora ter feito isso, afinal muitos pessoas se apaixonaram pela história; prolongar um pouco mais (e deixar um pouco mais forte) mantem os fãs presentes, com certeza.
     Aprendi muito com estes livros. Talvez pelo fato de ter me identificado tanto com as personagens, me senti realmente ao lado de Auggie, sentindo seus problemas como se fossem meus. Sempre sonhei que as pessoas algum dia deixariam de se julgar pelo que veem e conheceriam uns aos outros primeiro. É claro que o mundo nunca chegará a essa perfeição, sejamos realistas, mas deixar de apenas levar tudo pela primeira impressão já é um bom começo, e é isso que o livro mostra. 
     R. J. Palacio conta a história dessa incrível criança na visão do próprio Auggie, intercalando a descrição com as visões dos demais personagens, capítulo por capítulo. Isso é o que deixa os livros ainda mais interessantes, já que abrangem tantas pessoas, possibilitando que cada leitor se encontre em um personagem e nas suas atitudes frente a Auggie, entendendo aqueles que não tomam as posturas perfeitas.
     Os livros são perfeitos para nos fazer repensar nossas ações e ver o mundo de um outro jeito, valorizando mais aqueles que são diferentes tanto fisicamente (como Auggie) quanto psicologicamente.
     A importância desse livro já foi constada em algumas escolas, inclusive na da minha prima, que mora nos Estados Unidos. A escola incentivou a leitura do livro para todas as turmas com idade de aproximadamente 10 anos, focando na ideia da inclusão e do combate ao bullying, temas muito presentes durante a leitura. Considera essa escola como exemplo, assim como os livros, claro.
     AMEI ambos os livros, e tenho certeza absoluta que, qualquer um que os ler, vai se apaixonar! Boa leitura, vale a pena ;)

-Ana L